quarta-feira, 27 de maio de 2009

Um dia dedicado à inteligência emocional

No último sábado, dia 23, tive o prazer de ministrar, mais uma vez, a disciplina de Inteligência Emocional, na pós-graduação, só que dessa vez, em Viçosa. Uma sala com 90 alunos, de diversas áreas, inclusive da saúde. Foi um dia ímpar. Microfone, datashow, e muita vontade de contribuir também.


No início estavam todos meio apreensivos, alguns nunca tinham ouvido falar de outra inteligência que não fosse a medida pelo QI (quociente de inteligência). E não é aquele do quem indica né.


Quatro horas de aula teórica, abrindo para discussão e debate. Depois fui procurar um lugar para almoçar. No Calçadão de Viçosa, encontrei um amigo, o Ricardo, que também é Alves, mas não é parente. Pedi uma dica de restaurante e ele, prontamente, me passou um de comida caseira. Gostei muito. Lá estava uma aluna da pós, de quem me aproximei para oferecer companhia.


É hora de voltar à sala de aula. - Professora, que horas pretende terminar? Temos ônibus para Silverânia, Ponte Nova e uma outra que nem me lembro o nome, mas nunca ouvi falar. - A senhora vai dar trabalho para nota hoje? Vou ter que sair cedo. -No dia 6 de junho vai ter quadrilha na escola, viu professora e não poderemos vir. Será dia letivo.


Mudam as turmas, porém, sempre as mesmas conversas, desde a época em que fomos estudantes, ou no período em que nossos pais foram. O maravilhoso é perceber que o tema Inteligência Emocional atrai a atenção de todos. Afinal, quem não quer aprender a lidar com os seus próprios sentimentos e com os dos outros? Apesar de ser um assunto mais discutido a partir da década de 90, já existem muitos estudos que comprovam ser a inteligência emocional indispensável para a convivência em sociedade. Que bom que pensem assim, porque é a mais pura verdade.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Posse da Academia Ubaense de Letras

Fiquei muito feliz por ser indicada pelo meu agora amigo e padrinho, Antonio Carlos Estevam, para a cadeira de número 10, da Academia Ubaense de Letras, cujo patrono foi o Major Lázaro Gomes. A posse aconteceu no dia 22 de maio, na Câmara Municipal. Nas fotos: Minha família, a escritora e amiga Cláudia Condé, a presidente do IMLOR, Elazir Alves Carrara e seu esposo e o coordenador de marketing da Fagoc, Leonardo Gomes; o presidente da Academia Manoel Brandão e o ator Mauro Mendonça que também foi empossado.







quinta-feira, 21 de maio de 2009

A menina Télica (conto)

Télica acordou agitada nesta manhã de outono. Seus cabelos desalinhados e a calça de moletom azul surrada que em nada combina com a blusa listrada cheia de furinhos, compõem o visual caquético daquela menina mal cuidada. Menina? Eu a chamei de menina, mas Télica já deve beirar seus 35 anos. É que sua aparência não ajuda muito. Há quem a dê quase 50 anos.


Acordou e foi direto pôr a água para esquentar no fogão à lenha: uma chaleira para tomar banho e outra para fazer café. Na Fazenda do Cristal, a luz elétrica não chegou para todos. Por incrível que pareça, o lampião ainda é a companhia nas noites frias.Antes mesmo de a água ferver, dona Almerinda gritava lá do quarto.


-Minha filha, onde está meu leite com rapadura?


-Calma mãezinha, já vou.


Largou o banho para depois, esquentou o leite, derreteu a rapadura e atendeu à mãe. Dona Almerinda já beirava os cem anos bem vividos. Sempre foi mulher ativa. Nunca estudou, mas o pouco que sabia, dividiu durante muitos anos com as crianças da roça. Ela era voluntária lá na sala da capelinha. Porém, depois que seu Paulo morreu, perdeu um pouco o gosto pela vida. Adoeceu, parou de andar e agora depende da ajuda de Télica.


Toma café e banho rapidamente. Calça as botas e vai para a lida. De lá sai às dez horas, corre em casa, esquenta o almoço, come e leva para a mãe. Volta para o batente e as quatro da tarde já esta em casa, exausta. Pensam que o serviço acabou? É hora de preparar a janta com o resto do almoço e deixar pronta a comida do dia seguinte. É assim todos os dias.


Quando chega o final de semana, a menina-jovem senhora acorda cedo e vai para a igreja orar. Quem sabe não arranja um casamento? Apesar da idade, ela não perde as esperanças.


Télica se apaixonou uma vez quando era bem nova. Tinha uns treze anos. O rapaz era bem mais velho. Já beirava os 26.Ele até que se interessou por ela também, mas um dia deu uma bobeira e uma mulher da cidade ficou grávida dele. Foi quando teve que se casar e se esquecer de Télica para sempre.


Daí para a frente, ela nunca mais se interessou por ninguém. Dedica sua vidinha ao trabalho, à mãe doente e às orações.


Mas mal sabe ela que existe alguém muito interessado pela pobre. Todos os domingos ela é observada por Clóvis, um senhor aposentado e viúvo, que ajuda na celebração. É um homem de respeito, porém Télica nem desconfia e ele não tem coragem de se declarar.


É provável que nunca a menina-mulher, maltratada pelo tempo, venha a saber. Também não sei se teria coragem de se casar e deixar a mãe sozinha. Ou mesmo se a levasse para morar junto dela, será que Clóvis aceitaria? Ele é praticamente da idade de dona Almerinda. Talvez. Só o tempo dirá. Prometo que, se souber, também conto a vocês.



Por Taís Alves, numa tarde fria de outono

domingo, 17 de maio de 2009

Em resposta à Manu

Querida blogueira Manu,

Que bom que visitou meu blog! Seja bem-vinda! Ando um pouco sem tempo para atualizá-lo, por isso só hoje vi seu comentário.


A propósito sobre sua dúvida de vir ou não para a Cidade Carinho, confesso que sou suspeita para falar. Sou apaixonada pela minha terra natal. Tive que sair durante muitos anos para estudar, mas assim terminei, pude retornar.


Você pensa em prestar vestibular na Universidade do Estado de Minas (UEMG)? Qual curso? Será muito bem recebida, tenho certeza.


Ubá é uma terra em crescimento. Há muitas empresas no setor moveleiro. A indústria têxtil está se desenvolvendo muito. O município está prestes a virar também uma cidade universitária. Estudantes de toda a região e também de municípios distantes vêm para Ubá a fim de buscar conhecimento.


Venha conhecer de perto nossa cidade. Há muitos problemas, mas também há um povo pronto a ajudar.



Um grande abraço


Taís Alves

terça-feira, 28 de abril de 2009

CONVITE Título Maria de Loreto Camiloto Rocha

IMLOR marca os seis anos de sua fundação com homenagem a pessoas que trabalham ou trabalharam por Ubá

O Instituto Maria de Loreto Camiloto Rocha – IMLOR – promove, no dia 30 de abril, às 19 horas e 30 minutos, na Câmara Municipal de Ubá, a entrega do Título Maria de Loreto Camiloto Rocha – Mérito Cidadania 2009, para homenagear aqueles que trabalharam e trabalham em prol do bem comum. A iniciativa marca os seis anos de fundação da entidade, criada em 30 de abril de 2003.


O evento visa reverenciar a memória de Maria Loreto Camiloto Rocha, cidadã que foi a verdadeira guardiã da Educação, da História e da Cultura de Ubá e também conservar sua memória viva. Alguns critérios foram observados para a escolha dos homenageados: Personalidade nas Tradições Culturais, Personalidades na Educação Formal, Personalidade na Educação Informal, Personalidades na Ação Social. Haverá ainda, nesta 1ª Edição, uma homenagem a um membro do IMLOR, representando todos aqueles que tanto trabalharam para a criação do Instituto. Este título será entregue anualmente, em sessão solene, por ocasião do aniversário da instituição.


Homenageados:


Pela Educação Formal- Professora Maria de Lourdes Campos, Professora Magda, Teixeira Bigonha Gazolla, Professora Maricelma Marangon


Pela Educação Informal- José Dias de Oliveira (Tênis de mesa),O Cabo PM Geremias de Magalhães Pereira (PROERD),Sargento Alexandre (Tiro de Guerra)


Pela Ação Social- Celeida Montanha (Pastoral Carcerária,Ângela Teixeira de Paula (FEMAC,Márcia Sueli de Souza Freitas (Lar João de Freitas)


Pelas Tradições Culturais - Evandro de Castro Dorigueto


Pelo IMLOR, representando os fundadores do Instituto - Professora Zuleica Evangelista Andrade (Presidente do SIND-Ute)



Taís Alves - jornalista -secretária do IMLOR

Intercom Sudeste é na semana que vem

INTERCOM SUDESTE 2009

XIV Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sudeste

Tema central: Comunicação, Educação e Cultura na era Digital

De 7 a 9 de maio de 2009 – Rio de Janeiro – RJ



Sede: UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Endereço: Escola de Comunicação. Av. Pasteur, 250 Fundos - Praia Vermelha
Telefone para contato: (21) 3873 5067 e 2295 9449
E-mail: intercomsudeste2009@eco.ufrj.br
Site Oficial: http://intercomsudeste2009.blogspot.com
e http://www.eco.ufrj.br/intercomsudeste2009



O INTERCOM NACIONAL SERÁ EM CURITIBA

É o maior e mais importante evento acadêmico de Comunicação da América Latina, reunindo anualmente professores de graduação e pós-graduação, coordenadores de curso das principais faculdades de Comunicação do país, pesquisadores da área vindos de toda a América Latina e profissionais de publicidade, jornalismo, relações públicas, rádio, TV e cinema.



INFORMAÇÕES DO SITE: http://www.intercom.org.br

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Jornal do Brasil completa 118 anos entre o saudosismo e a esperança

Fonte: Da Redação do site Comunique-se

O Jornal do Brasil viveu momentos áureos e, por problemas financeiros, entrou numa crise sem precedentes. Foi então vendido para Nelson Tanure, em 2001. Quem trabalhou no JB nas décadas de 50, 60 e 70 deve lembrar com saudades de um diário que fez história no jornalismo brasileiro. Fundado em 1891, completou 118 anos no dia 09/04.


A mudança para as mãos de Tanure é condenada por uns, mas defendida por outros. Para Fritz Utzeri, que trabalhou no JB entre 1968 e 2001, ocupando, entre outros cargos, o de diretor de redação, o atual jornal está longe de ser o que foi. “Não há a menor possibilidade de compararmos o antigo JB com o atual. O título é apenas uma mera coincidência, embora grandes figuras ainda escrevam para o jornal e trabalhem lá, como Evandro Teixeira [editor de Fotografia]. Eu diria que hoje trata-se de um estelionato contra o leitor”.


Já Wilson Figueiredo, que trabalhou no diário de 1957 a 2005, cuidando principalmente da área editorial, vê a compra com outros olhos. “O Tanure impediu que um jornal de mais de cem anos morresse. Foi ótimo ter alguém disposto a comprar o jornal. E o modelo que ele lançou foi pioneiro. Já há outros jornais seguindo esse novo formato [algo próximo ao berliner], como O Dia. É uma forma de reduzir custos. Outra reforma que o JB fez recentemente está na medida dos conceitos do empresariado do setor. Você foge da tirania do jornalismo clássico, dá mais espaço a comentários, opinião, do que notícia. São mais de 50 pessoas especializadas nos mais diversos assuntos. Se o governo muda a política cambial, amanhã tem algum especialista para tratar desse tema. Acho que o jornal é melhor do que era no começo, quando o Tanure comprou. E não acho que está tudo perdido. Acho que o jornal está se reencontrando”.



Os problemas

“Quando o JB começou a dar certo, teve um precedente importante: era o jornal das cozinheiras. Ou seja, sobrevivia graças aos classificados, principalmente de quem procurava empregadas domésticas. Até que o Conde [Pereira Carneiro] morreu e a Condessa se convenceu de que era possível que o JB passasse por uma reforma [conduzida por Amilcar de Castro]. Nos anos 50 ela pensou cautelosamente porque a receita dos anúncios sustentava o jornal. Foi tudo muito bem planejado. Foram mais de dois anos experimentando, rearrumando aqui e ali até fazer a reforma”, recorda Figueiredo. O retorno financeiro dos investimentos, conta ele, demorou dois anos, mas como os classificados sustentavam o jornal, isso não foi problema.


Uma das qualidades do JB lembrada tanto por Figueiredo como por Fritz, era a liberdade para se trabalhar. “O JB era um jornal aberto, não tinha compromisso político”, diz Figueiredo.


Fritz lembra que os jornalistas do JB tinham “orgulho de vestir a camisa da empresa”. Ele diz que começou no jornal quando o JB vivia sua melhor fase. “Só a reportagem e a editoria Geral tinham cerca de 60 pessoas. Hoje duvido que o JB inteiro tenha isso de repórteres. Tínhamos correspondentes no mundo inteiro, até no Japão.”


Mas como já destacou Otto Lara Resende, um grave problema dos jornais brasileiros foi investir em suas sedes. Ele dizia que jornal que faz edifício está cavando um túmulo. E foi o que aconteceu com o JB. Na década de 60, o JB comprou um terreno para construir o que era conhecido como “elefante branco”. Financiou a construção do prédio e sua direção não foi cautelosa na hora de liquidar a dívida. “Deixaram a dívida ser tomada pela inflação”, lamenta Figueiredo. No início dos anos 70, deixou o endereço na Av. Rio Branco, no Centro do Rio, para ocupar o prédio na Av. Brasil.


“Naquela época tinha até arquiteto residente cuidando da obra. Para colar uma coisa na parede, a gente tinha que pedir autorização. Eu tinha uma amiga que cobria Turismo que tinha uma lâmina de fórmica, cor de abóbora vivo, bem na frente dela. Não dava pra olhar para aquela parede, eu ficaria com dor de cabeça. Não podia pendurar coisas. A irracionalidade e má administração levam isso”, analisa Fritz.


A guerra dos classificados colaborou para os problemas financeiros do JB. O Globo passou a investir tanto nos anúncios que ganhou espaço.


Manuel Francisco do Nascimento Britto, genro do Conde e Condessa Pereira Carneiro, que assumiu o comando do JB com o afastamento da sogra, se viu em apuros financeiros. Os salários passaram a atrasar e a qualidade do jornal a cair. Em 2001, Nelson Tanure fez uma proposta de arrendamento do JB.


Hoje, o jornal faz parte da Companhia Brasileira Multimídia (CBM), composta também pela Gazeta Mercantil, outra marca arrendada por Nelson Tanure.

Belo Horizonte recebe encontro de professores de jornalismo

Da Redação do site Comunique-se


Um debate inicial sobre as novas propostas curriculares para o ensino de jornalismo no Brasil abriu o 12º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo nesta sexta-feira (17/04), em Belo Horizonte. A discussão sobre as diretrizes do curso promovidas pelo MEC reúne coordenadores de cursos de jornalismo em todo o país.


Apesar do tema central do evento, promovido pelo Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, ser "O ensino de jornalismo nas universidades: impactos na prática profissional e conquistas para a sociedade", assuntos como o julgamento do STF, onde a lei de imprensa e a exigência do diploma são contestados, serão abordados.


Outras reflexões acadêmicas terão espaço em seis grupos de pesquisa, onde serão apresentados 76 trabalhos. O evento acontece em três instituições de ensino da capital mineira: Faculdades Pitágoras, UNA e Uni-BH.


As atividades podem ser acompanhadas pelo blog e pelo perfil no Twitter do evento. Outro blog foi criado especificamente para a discussão sobre as novas diretrizes para o ensino do jornalismo.

terça-feira, 7 de abril de 2009

DIA DO JORNALISTA

Parabéns! Dia 07 de abril é o nosso dia e aniversário da ABI (Associação Brasileira de Imprensa). Fundada no Rio de Janeiro (RJ), em 1908, devido à sua importância na vida da categoria e da vida nacional, o dia de sua fundação foi definido como o Dia Nacional do Jornalista.


Com a criação da ABI, os jornalistas tomaram um forte impulso na luta pela conquista da dignidade da profissão. Novos marcos vieram com os avanços na regulamentação da profissão, com as primeiras leis e decretos nas décadas de 1930 e 1940 e, finalmente, com o Decreto 972, de 1969, que estabeleceu a necessidade da formação universitária específica para o exercício do jornalismo na maioria das funções jornalísticas, que hoje encontra-se sob ameaça e em debate na justiça brasileira.


Os avanços conseguidos posteriormente, também foram fundamentais. Entre eles, a criação dos Sindicatos (o de São Paulo surgiu no dia 15 de abril de 1937), a criação da FENAJ em 1946 e a conquista do piso salarial, resultado da greve vitoriosa de 1961. Agora, em 2009, temos novos e importantes desafios: a derrubada da atual Lei de Imprensa e a manutenção da nossa regulamentação profissional.


Nossa luta em defesa da profissão e da nossa dignidade profissional continua.
Lute e defenda-se!


Pela Democratização da Comunicação no Brasil. Além de campeões em desigualdade social no planeta, somos também um dos campeões em concentração da propriedade dos veículos de comunicação.


Site: O jornalista.com

quinta-feira, 2 de abril de 2009

De "bus"

Ouvi há alguns dias um comentário que me chamou a atenção e me estimulou a escrever sobre o mesmo. "Por que você anda de ônibus, menina? Você tem carro."


A pessoa se referia ao fato de eu ir todos os dias de ônibus para a Universidade e deixar meu carro na garagem. Essa amiga não teve outra intenção senão a de me incentivar a dirigir.


Faz tempo que tirei a carteira de motorista, porém, não sinto vontade de enfrentar o trânsito pesado da avenida Olegário Maciel, no bairro Industrial. É uma questão de opção.


No primeiro dia considerei uma pequena aventura. Entrei e já "paguei o maior mico", como dizem minhas sobrinhas. O pagamento é na porta da frente. Daí em diante, cada dia há uma novidade. Ônibus cheio em Ubá? Sim, ele vem lotado do Pires da Luz e na volta, próximo à Policlínica, no final da tarde, também.


Porém, quanto tenho aprendido! Donas de casas, trabalhadores, crianças voltando da escola, alunos da Apae, idosos... Trocadores e motoristas já conhecem os usuários, os chamam pelos nomes. Daqui a pouco também vou ficar conhecida nesta linha que pego.


Sempre utilizei o ônibus urbano e intermunicipal. Quando estudava em Juiz de Fora, todos os dias estava lá. Subia e descia para a UFJF. Hoje utilizo mais o Intermunicipal em minhas viagens semanais à Manchester Mineira.


Em minha cidade nunca tive o hábito de andar de ônibus. Aqui os locais são próximos. E também minha família sempre me carregou para baixo e para cima.


Aquela pergunta do início do texto foi acrescentada à outra afirmação de outro colega de trabalho nesta semana. "Aquele ônibus fedia a cheiro de gente". Essa frase me fez refletir sobre o papel do ser humano na sociedade em que ele vive. E também sobre a forma de ver o outro. O estar muito próximo de alguém, muitas vezes, incomoda. Ouvir a outra pessoa chateia. O homem não se vê como um semelhante, um igual. Ou será que o cheiro da gente que está no ônibus é diferente do seu?


É a velha história de que o que importa é o TER E PARECER e não o SER. Se você tem carro novo não pode frequentar certos lugares, não pode ser muito simples e humilde. Caso contrário, não terá seu reconhecimento como alguém capaz de desempenhar certas funções para a qual você é perfeitamente preparada. Porém, tem que parecer alguém mais imponente, digno de respeitabilidade pela forma como se veste ou como chega ao trabalho (de carro, de ônibus, a pé...)


Que país é esse? O SER é infinitamente mais importante do que o TER ou o PARECER TER. Não importa o que temos no bolso, qual a atividade exercemos. Se estamos em cargo de chefia ou se somos subordinados. Isso não nos torna melhores do que ninguém e muito menos com cheiro diferente.


Acorda pessoal! Sou o que quero ser e não vou mudar porque as pessoas pensam que eu deva ser diferente pelo que faço ou pelo que me preparei durante a vida.



Um abraço

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Salgueiro é a escola campeã de 2009

Hoje minha família carioca está pulando de alegria. O Salgueiro é a escola campeã do carnaval carioca 2009.


Parabéns tio Tãozinho, Roberta, Aninha, Denise (minhas primas queridas). Esta quarta-feira de Cinzas é dia de festa na Rua General Roca(Tijuca), pertinho do morro do Salgueiro.


Desde a minha infância sempre acompanhamos os desfiles do Salgueiro pela TV, por causa de meu pai e de nossa família.


Acredito que no ano passado o resultado era para ter sido esse, mas a Beija Flor acabou vencendo, porém, neste ano não teve jeito. Deu Salgueiro. Comemore meu tio e primas! Sábado tem mais desfile para vocês. Por hoje, é só cair na folia na quadra. Estamos acompanhando tudo pela televisão.

E começa 2009

Longe do Carnaval... esse ano fiquei em Ubá. Muita piscina e sol no Mangueiras. Mas na segunda-feira, não resisti e fui ver a banda Embocadura. Parece que havia mais gente neste ano. Muitos foliões do Bloco das Piranhas estavam lá, famílias inteiras fantasiadas. Muito bom!


Na região, Visconde do Rio Branco, mais uma vez recebeu muitos ubaenses. Divinésia também. São Geraldo, Astolfo Dutra...


Em Ubá, um novo local parece se transformar na passarela do samba. É bom que seja mesmo definido um lugar. Tomara que a idéia "pegue" e seja aceita pela comunidade.


Agora é começar de verdade o ano. Terminaram as desculpas de que depois do carnaval tudo se resolve. É o momento de batalhar o 2009. E pensar neste ano de crise.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Olha o carnaval aí gente...

Quando criança até que gostava bastante de pular carnaval. Já me fantasiei de índia no antigo bloco Contramão, da pracinha Getúlio Vargas. Sempre assisti ao Bloco das Piranhas, no sábado à tarde e não perdia a Embocadura, na segunda-feira.


E as matinês no Ubá Tênis Clube? Eram uma maravilha! Eu e minha irmã aproveitávamos.


Depois vieram os bailes noturnos. Sempre participávamos no Tabajara. Íamos com a familia da Mariana da Skol. Eita família animada! Tia Senhorinha, tia Sônia e Cia.


Passei alguns carnavais fazendo cobertura para a TV local. Também guardo boas lembranças da primeira vez, quando trabalhei com o querido Thuru David. Fui cobrir o Bloco das Piranhas. Ele me colocou no fogo! Não é Thuru?

Já fui até jurada no carnaval ubaense. Eu e a dona Isa Gori nos divertimos bastante, apesar de ter sido cansativo.


Nunca fui muito de viajar nesta época. É o período em que os ubaenses ausentes visitam a cidade e podemos matar a saudade dos velhos amigos.


Neste ano a previsão é de um início de resgate da folia de Momo em Ubá. O local será a rua do bar do Pezão, perto do galpão da Feira Livre. Vamos aguardar a novidade e tomara que dê tudo certo, porque nossa cidade merece. O povo é alegre e festeiro. Não precisamos gastar muito para curtir a folia. Basta ter criatividade. É o bloco do vai quem quer e pronto. Boa folia a todos. Um grande beijo

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Brasileiro no exterior

Por que o brasileiro tem sido tão maltratado em diversos países do mundo? Não são poucos os casos a que assistimos na mídia recentemente envolvendo brasileiros que foram surpreendidos por não poderem entrar em um país. Outros sofrerem constrangimentos com autoridades estrangeiras, são revistados bruscamente e tratados como "marginais".


O que está acontecendo com as boas relações internacionais do Brasil? Um dos países que mais recebe, e bem, turistas do mundo todo e é "quintal" para tantas badernas de pessoas que ainda acham que moramos na selva. Por outro lado,sabemos reconhecer e respeitar milhares de outras pessoas que nos visitam para conhecer as maravilhas naturais ou mesmo gerar negócios e parcerias.


A popularidade do brasileiro parece não estar sendo tão bem vista lá fora. Nesta semana uma brasileira, grávida de gêmeos, sofreu várias formas de tortura ao ser atacada por um grupo de homens, ao sair de uma estação de trem em Zurique, na Suíça. Os agressores a agrediram com pontapés e riscaram seu corpo com estiletes.


Talvez seja o momento de as autoridades brasileiras atuarem mais firmemente no sentido de exigir respostas, explicações das autoridades estrangeiras. O clima de irmandade, de país amistoso, só vale quando temos o reconhecimento e o retorno para com os nossos compatriotas.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Volta às aulas

Nesta semana voltamos ao batente, à sala de aula. O calor de quase 40 graus em Ubá está sendo nosso companheiro fiel nesse início de jornada.


O contato com os alunos do quinto e sétimo período de Jornalismo sempre é muito agradável. Eles me "aguentam" desde os primeiros períodos de curso. No primeiro dia fiz a proposta de um novo jornal laboratório. Eles gostaram da idéia. Terão um desafio pela frente, mas confio no potencial do sétimo período. Vamos fazer uma pesquisa sobre o que a instituição espera do jornal da Faculdade.


Já a turma de assessoria se mostrou empolgadíssima com a disciplina de Assessoria de Comunicação. A matéria é mesmo empolgante, principalmente para uma cidade igual a Ubá, cujo campo para essa área é promissor.


A primeira semana já está no fim, mas ainda há muito a se fazer, afinal hoje ainda é sexta e o batente vai até 22h40, portanto, vamos voltar a ele. Um beijo a todos e ótimo final de semana.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Assuntos abordados pela mídia hoje

Hoje eu estava sem saber sobre o que escrever aqui para vocês. Lembrei-me do que era assunto nos jornais, pensei na política nacional e na municipal. Nas capas de alguns dos jornais como "O Dia", por exemplo, a notícia era a possível separação do Ronaldo fenômeno. Teve até aparição num programa de TV da mocinha, que teria sido vista com ele em uma boate. Ai que falta de assunto, não é mesmo colegas?


Durante uma rápida olhada na TV, vi a senadora Marina Silva comandando uma belíssima sessão em homenagem aos 20 anos da morte do seringueiro Chico Mendes. Estavam lá vários sindicalistas, a atriz Lucélia Santos e o jornalista Zuenir Ventura, que publicou a obra Chico Mendes, o crime e castigo em 2003. A senadora e alguns de seus nobres colegas apresentaram justíssimas palavras ao líder do Acre que foi assassinado em 1988. Chico foi fiel ao que acreditava, mesmo que, na época, fosse durante criticado e ameaçado pelas pessoas que detinham o poder.


Poucos tiveram a coragem de Chico. Muitos são capazes de questionar, criticar sobre uma determinada situação, mas quase ninguém tem o pulso para correr riscos em função daquilo em que crê.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

UEMG - matrículas para o curso de Design começam nesta quarta

As matrículas para calouros e veteranos do curso Design de Produto da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG)curso fora de sede Ubá acontecem nesta quarta(28) e quinta (29) de janeiro, no período de 14 às 20 horas, na Escola de Aplicação/Objetivo. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (32) 3532-2459.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Obrigada formandos! Parabéns e muuuuuuuuuita sorte


Sempre pensei que a melhor forma de retribuir o carinho de alguém é tentar retribui-lo da mesma foram. Por isso, resolvi escrever algumas palavras sobre um convite que recebi no semestre passado. Qual não foi minha surpresa, quando um grupinho de alunos do sétimo período de Comunicação Social, Jornalismo da Fagoc, me chamou na porta da sala do quarto período e me entregou uma carta. Os estudantes pediram que eu lesse imediatamente e foi o que fiz. Era um convite para que eu fosse a professora homenageada de 2008 da turma deles. Nossa! As palavras da carta me emocionaram e, eu, como já previam, chorei.


Tive a oportunidade de acompanhar essa turma desde o começo. Eles foram o meu talismã enquanto coordenei o curso em 2005. Apoiavam minhas decisões, participavam de minhas iniciativas. E sempre tiveram um diferencial. Não aceitavam simplesmente um NÃO. Sempre quiseram saber o porquê.


Entraram na faculdade tímidos,mas já demonstravam a vontade de mostrar a que vieram. E oportunidades não faltaram para isso.


No decorrer da caminhada fomos ficando mais próximos. Alguns eu já conhecia como o AMIGO Cristiano Kelmer, o "Cris Cris", com quem fiz o terceiro ano do Ensino Médio. Ele insite em dizer que tem a minha idade, risos. Ele já sonhava naquela época em fazer Comunicação Social e brinca até hoje que eu tomei a sua vaga na Federal naquele ano. Hoje continuamos amigos e eu tive o prazer de orientá-lo na monografia. Que sufoco hein!


O Luís Carlos eu também já conhecia. Era o Luisinho, como eu o chamava carinhosamente. Trabalhou comigo na TV local.


O Diego eu vi bem criancinha. Somos primos, como ele diz. Já frequentávamos festas familiares e eu via aquele menininho loirinho crescer, sem imaginar o talento que ele seria na faculdade de Jornalismo. Quando liguei para sua casa e o convenci a fazer a matrícula no curso, não tinha idéia do quão profissional ele se tornaria. Fico lembrando seu crescimento a cada semestre.


A Débora era uma incógnita na faculdade. Eita menininha complicada! rs. Quantas e quantas vezes conversamos fora dos horários de aula. Ela dizia que não queria saber de Jornalismo. E os sustos que ela me dava! Não sabia o que fazer para ajudá-la. Essa menina me fez aprender muito sobre o ser humano. E ela também cresceu nesse período do curso. Hoje está madura e consciente de seu papel na profissão. Não é "marmota"?


A Cristina eu sempre confundia com a Dani. As duas sempre foram inseparáveis. A menina de olhar marcante e sorriso largo se transformou durante o período de faculdade. No início, parecia insegura e hoje é a responsável pelo jornal semanal do município. Quanta diferença não é Cris?


A amiga-irmã Daniela sempre foi a mais meiguinha. Também se mostrava tímida. Ela foi a única que conseguiu me confundir com uma artista famosa, colocando o nome da mesma na monografia. Só assim mesmo né Dani? Nossos bolsos são bem diferentes.
A Fabi sempre foi um doce de menina e linda. Aluna exemplar, se orgulhava por ter sido o primeiro lugar no processo seletivo. A menina do Pomba, durante o curso, arranjou um namorado e se revelou.A "amiga" vai ficar na lembrança pelo carinho de sempre.


E o Guilherme? Esse meninão tem como marca o sorriso lindo e aberto que nos cativa e dá um ar de tranquilidade. Tive o prazer de orientá-lo também na monografia. Aprendi muito sobre o inconsequente Jorge Kajuru.


A Jojô sempre foi mais calada, na dela. Mas é um amor de menina. Deixou crescer o cabelão e ficou ainda mais parecida com a irmã. Eu cheguei a cumprimentar a outra pensando que fosse ela. A Ludmila eu já conhecia da outra época em que estudou na faculdade. Voltou mais bonita ainda. Dedicada ao trabalho de assessoria de comunicação, ela promete ir longe em sua caminhada.


A Márcia foi a aluna que me fez chorar de alegria em sala de aula. Fiquei impressionada com o seu desempenho durante um bate-papo como convidada minha na sala de um período anterior ao dela. Vai ser uma grande assessora de comunicação. Disse a ela que podemos ter orgulho dos alunos que formamos.


A Maria Helena, sempre calada, é a cunhada da Jadna, uma ex-aluna querida com quem também tive o prazer de conviver. Sua discrição é marcante. Também fui sua orientadora na monografia.


A Naiane deu um show na monografia, mas me deixou preocupada em função do tempo que já estava acabando e ela não chegava na super nany. Que sorrisão largo e sincero! Fomos parceiras no susto que levamos ao voltar da casa da Débora, quando o carro da professora Cláudia pifou. Naiane também quis desistir do curso, mas hoje demonstra todo o seu talento.


Ah o Osmar! Esse é um orgulho para nós que sabemos das dificuldades que as pessoas têm para se graduarem no Brasil. Aprendi muito com ele a ser perseverante e a pensar que sempre existe alguém com mais impedimentos no caminho e que, por isso, valorizam mais o que possuem. Valeu Osmar! Vou me lembrar sempre de seu agradecimento pelo projeto de valorização dos profissionais da área de comunicação.

Fiquei emocionada por ter podido colaborar.


E a Rafaela? Ou Lela? Ou Rafa? Ela tem tantos atributos! Desde o início se destacou pela desenvoltura ao falar. Era a mestre de cerimônia dos eventos. Semrpe muito chique e elegante. Dedicada aos estudos, soube aproveitar os estágios e hoje é uma promessa e tanto. Eu a admiro muito.


E o Rui? Já o conhecia na época em que eu trabalhava na televisão. Eu o entrevistei algumas vezes como representante da Aciu e também da Minaspetro. O empresário, elegantérrimo, ensinou muito à turma com sua experiência de vida. O meninão na hora que podia e o mais reponsável na hora em que devia. Minha admiração pela sua força de vontade.


O Wellington sempre foi o menino calado de mochila nas costas. Eu sempre observei a sua busca pelo conhecimento na UFV, compra de livros, pedidos de indicação de títulos e coisa e tal. Sempre demonstrou gostar muito de música e cinema. Fiquei muito feliz por ter sido a escolhida por ele para ser a orientadora na monografia. Sempre tive uma empatia grande com ele. Foi muito bom poder aprender mais sobre a sétima arte com você, viu.


A vocês, o meu carinho imenso. Estejam certos de que estarei sempre por perto, batendo palmas para o sucesso de todos. Muito mais do que professora, como vocês mesmo dizem, virei amiga dessa turma. Quero estar na festinha de confraternização de um ano de formatura. Muito obrigada pelo convívio maravilhoso nesses quatro anos. Sorte e força. Um beijo enorme, Taís Alves.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Em defesa da profissão

Fonte: FENAJ
Com o fim do recesso no STF, recurso do diploma vai a julgamento em 2009

Não incluído nas sessões do Supremo Tribunal Federal de 2008, o julgamento do Recurso Extraordinário RE 511961, que questiona a constitucionalidade da exigência do diploma em Jornalismo como requisito para o exercício da profissão, deve ser apreciado pelo STF em 2009. Empenhados em fazer com que tal exigência seja finalmente reconhecida pela Corte maior do Brasil, a direção da FENAJ e a Coordenação da Campanha Nacional em Defesa do Diploma pretendem que o movimento entre em 2009 com força ainda maior.


Vencedora na maioria dos embates judiciais até o momento, a constitucionalidade da exigência do diploma em curso superior para o exercício do Jornalismo foi questionada pelo Ministério Público Federal de São Paulo e pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo. Mas tal questionamento não resistiu à análise de que a profissão de jornalista é protegida pelo artigo 220 e pelo inciso XIII do artigo 5º da Constituição Federal, garantidores de que nenhuma lei poderá conter dispositivos que possam causar embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social desde que observadas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.


No período em que o Decreto-Lei 972/69 completa 40 anos, a FENAJ quer o esforço particularmente dos jornalistas, professores e estudantes da área na defesa de seus interesses como categoria de trabalhadores. Mas quer fundamental e especialmente da sociedade brasileira, o empenho para assegurar seu direito à informação com qualidade. Neste sentido, a Executiva da Federação reúne-se em Brasília nos dias 24 e 25 de janeiro. Entre outros temas em pauta, a campanha em defesa do diploma e a luta para salvaguardar a regulamentação profissional da categoria ocupará espaço privilegiado nos debates. O objetivo é traçar novas estratégias e orientações para que já em fevereiro a campanha ganhe novo impulso.


Também no sentido de que o movimento não perca seu ritmo neste período inicial do ano, a Coordenação da Campanha orienta as entidades apoiadoras a continuarem promovendo ações como a ocorrida em dezembro passado no Recife, no Encontro Nordestino de Professores de Jornalismo – que aprovou um manifesto em defesa do diploma -, e a divulgação, lançamentos e sessões de autógrafos do livro “Formação Superior em Jornalismo – Uma exigência que interessa à sociedade”, a exemplo do que ocorreu no dia 11 de janeiro na Paraíba, além de busca de novos apoios políticos ao movimento. Outra orientação da Coordenação é para que os blocos de jornalistas também sejam aproveitados para divulgação do movimento junto à sociedade no período de Carnaval.