sexta-feira, 31 de julho de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Gentileza gera gentileza
Taís Alves - Texto publicado no jornal Diário de Notícias, em Ubá, no dia 10 de julho de 2009>
Você acredita em gnomos, vida após a morte ou simplesmente no amor? Desde que nascemos somos convidados a crer em uma série de afirmações que nos são apresentadas como verdadeiras pela ciência, por nossos familiares ou pelos adeptos de alguma religião. Várias foram comprovadas e viraram teses; outras nem tanto. E, mesmo assim, continuamos acreditando.
Acreditar em determinadas situações faz bem ao ser humano, mesmo que elas nunca cheguem a ser confirmadas. Quantas e quantas vezes já ouvimos falar em pessoas que têm o dom de ajudar às outras e dedicam ou dedicaram suas vidas a salvar vidas. E isso realmente aconteceu.
Algumas acreditam em chás milagrosos, receitas caseiras do tempo da vovó. O que determina se eles vão lhe trazer uma melhora ou não? Muitas vezes simplesmente o poder de acreditar. Já se fala há muito tempo que a capacidade da mente é imensurável.
Autores do mundo inteiro escrevem milhares de obras, ressaltando o poder da mente humana e a necessidade de se ter fé.
Chegamos a um ponto em que o acesso às informações é imediato e irrestrito. Nossa vida é tão corrida que sentimos a necessidade de acreditar em algo mais. E quem pode questionar isso. A ciência desenvolver tantos artifícios para responder às necessidades do homem que esse mesmo homem busca algo em que possa se apegar. E isso é muito positivo. Tudo o que nos faz bem e não prejudica ao próximo está valendo.
A correria é tão grande que muitos não acham tempo para um simples sorriso, para ouvir o outro, para ajudar alguém a atravessar a rua. As pequenas gentilezas, muitas vezes, se tornam raras. E quando, por exemplo, alguém para no sinal para nos deixar atravessar, achamos que existe algo de errado.
Se você presta um favor à determinada pessoa, alguns pensam que quer algo em troca. Se você chega mais cedo ao serviço é porque deseja um aumento ou está querendo ficar bem com o seu supervisor ou gerente.
Consultórios de psicólogos, psiquiatras e terapeutas no mundo inteiro recebem pessoas que pagam para serem ouvidas porque não há ninguém para fazer isso no trabalho, na família ou em seu ambiente social. E quem não tem dinheiro para pagar? Vive com seus desafios, clamando pela atenção do outro.
Pessoas sensíveis, capazes de respirar fundo, parar um instante, escutar até mesmo as vitórias de um amigo, não podem ser tão escassas. Existem muitas, temos milhões no mundo. Algumas estão escondidas, é verdade. Mas nunca é tarde para elas se apresentarem em pequenas atitudes.
domingo, 5 de julho de 2009
Arraiá da UEMG 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
DIPLOMA & HIPOCRISIA
Por Alberto Dines em 23/6/2009 - Observatório da imprensa
Antes de discutir a questão do diploma é imperioso discutir a legitimidade dos autores da Ação Civil Pública acolhida pelo Supremo Tribunal Federal que resultou na extinção da sua obrigatoriedade para o exercício do jornalismo.
No recurso interposto pelo Ministério Público Federal, o SERTESP (Sindicato das Empresas de Rádio e TV do Estado de S. Paulo) aparece como assistente simples. A participação do MPF nesta questão é inédita e altamente controversa, tanto assim que o ministro Gilmar Mendes abandonou, numa parte substanciosa do seu relatório, o mérito da questão para justificar a inopinada aparição do órgão público numa questão difusa e doutrinal, suscitada aleatoriamente, sem qualquer fato novo ou materialização de ameaça.
Imaginemos que os juristas e o próprio MPF acabem por convencer a sociedade brasileira da legitimidade de sua intervenção. Pergunta-se então: tem o SERTESP credibilidade para defender uma cláusula pétrea da Carta Magna que sequer estava ameaçada? Quem conferiu a este sindicato de empresários o diploma de defensor do interesse público? Quem representa institucionalmente – a cidadania ou as empresas comerciais, concessionárias de radiodifusão, sediadas em S. Paulo?
Na condição de concessionárias, as afiliadas da SERTESP são dignas de fé, têm desempenho ilibado? Nunca infringiram os regulamentos do poder concedente (o Estado brasileiro) que se comprometeram a obedecer estritamente? Respeitam a classificação da programação por faixa etária? As redes de rádio e TV com sede no estado de São Paulo porventura opõem-se ou fazem parta da despudorada e inconstitucional folia de concessões a parlamentares?
Se este sindicato regional de empresas claudica em matéria cívica e não tem condições de apresentar uma folha corrida capaz de qualificá-lo como defensor da liberdade de expressão, por que não foram convocadas as entidades nacionais? Onde está a ABERT e a sua dissidência, a ABRA? Brigaram?
E por que razão a ANJ (Associação Nacional de Jornais) de repente começou a aparecer como co-patrocinadora do recurso contra o diploma depois da vitória na votação? A carona tardia teria algo a ver com as notórias rivalidades dentro do bunker patronal? Essas rivalidades empresariais não colocam sob suspeita o mandato de guardiã da liberdade que o SERTESP avocou para si?
Grupo minoritário se sobrepõe à cidadania
De qualquer forma evidenciou-se que numa sociedade democrática, diversificada e pluralista a defesa da Constituição não pode ser transferida para um grupo minoritário (o SERTESP) dentro de um segmento (o dos empresários de comunicação) dilacerado por interesses conflitantes e nem sempre os mais idealistas.
O Ministério Público Federal, como órgão do Estado brasileiro, para levar a bom termo a Ação Civil Pública, deveria ter organizado audiências públicas para ouvir as demais partes. Contentou-se em acionar a ré (a União) e suas assistentes simples (a Fenaj e o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, ambas com atuações abaixo do sofrível). Contentou-se com os interesses das corporações e deixou de lado a oportunidade de renovar e aprimorar o ensino do jornalismo.
Não se sabe o que efetivamente pensam os leitores, ouvintes e telespectadores sobre a questão do diploma e, principalmente, sobre as excentricidades do julgamento. Os jornais têm registrado algumas cartas simbólicas sobre o diploma em si para fingir neutralidade e passam ao largo dos demais aspectos.
Articulistas calados
O que chama a atenção é que nos cinco dias seguintes à decisão da suprema corte (edições de quinta-feira, 18/6, até segunda-feira, 22/6) dos 28 espaços diários reservados a articulistas regulares e colaboradores eventuais nos três principais jornalões apenas um jornalista manifestou-se de forma inequívoca a favor da manutenção do status quo. Dos 140 consagrados nomões que se revezaram todos os dias ao longo de quase uma semana, só Janio de Freitas (Folha de S. Paulo, domingo, 21/6) reagiu aos triunfantes editoriais da grande imprensa comemorando a morte do dragão da maldade, a obrigatoriedade do diploma.
Miriam Leitão, Gilberto Dimenstein e João Ubaldo Ribeiro discordaram da cortina de silêncio imposta pela ANJ, por meio dos comandos das redações, e não permitiram que o assunto fosse engavetado. Parabéns. Mas não se manifestaram a respeito da obrigatoriedade. Não quiseram ou não puderam.
A festa libertária acabou convertida numa festa liberticida. O cidadão recebeu um razoável volume de material noticioso e reflexivo, porém linear, esvaziado de qualquer elemento crítico ou, pelo menos, questionador.
Neste grande festival de hipocrisias, a imprensa aposenta o bastão de Quarto Poder e assume-se abertamente como lobby empresarial. Já o STF, obcecado pela idéia de tornar-se um petit-comité legislativo, no lugar de converter-se em coveiro do autoritarismo, é apenas o parteiro de um novo mandonismo cartorial.
Nessas notas preliminares, ainda antes de entrar no mérito da questão do diploma, é preciso embrenhar-se na remissão histórica. Parte deles está mencionada em O Papel do Jornal, Uma Releitura (Summus Editorial).
No apêndice "O jornalismo na Era do Cruzado e a cruzada contra o diploma de jornalista", datado de 27/5/1986 (5ª edição, pp. 147-157, repetido nas edições seguintes), estão registrados os primeiros lances da história cujo desenlace ocorreu agora, mais de duas décadas depois.
A extinção da obrigatoriedade do diploma foi concebida nos primórdios da ANJ (1980), depois da malograda greve de 1979, quando os acionistas das empresas de jornalismo finalmente sentaram-se à mesa para traçar um projeto de longo prazo para o setor.
Sob o pretexto de renovar as redações e prepará-las para o fim do regime militar, a Folha de S. Paulo capitaneou um movimento para acabar de facto com a regulamentação da profissão. A primeira manifestação pública desta cruzada foi protagonizada por Boris Casoy, então colunista da Folha, na última página da Veja.
Constituição de 88
Em 1985, quando a Comissão Provisória de Estudos Constitucionais (planejada por Tancredo Neves e implementada por José Sarney) começou a preparar uma espécie de rascunho para a nova Carta Magna, o jornalista Mauro Santayana, na qualidade de Secretário Executivo, vazou para a Folha a informação de que nele constava um item que acabaria com a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo. A intenção de Santayana era conseguir as boas graças da Folha, sempre arredia à Comissão de Sábios.
A Folha abriu as suas baterias e, assim, a questão do diploma ganhou uma notoriedade injustificada. Não era matéria constitucional, mas desde então se tornou aspiração máxima da corporação empresarial da comunicação.
Não a preocupam os demais controles, licenciamentos e limites impostos pelo Estado.
O lobby da comunicação sabe entender-se com o ente governamental. José Sarney é a prova viva desta convivência-dependência. O que parece insuportável é o espírito crítico instalado nas redações. Ou perto delas. A exigência do diploma nunca constituiu uma ameaça concreta. Mas convinha prevenir-se.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Um soco no estômago
Diploma de jornalismo agora é desnecessário. Um retrocesso em uma conquista.
Foi assim que me senti ao receber uma notícia na noite de ontem, 17 de junho, no intervalo das bancas de monografia da faculdade de Jornalismo onde trabalho. Paramos cinco minutos para um café e qual não foi a minha surpresa ao receber um telefone com a bela novidade: o Supremo Tribunal Federal brasileiro votou por 8 votos a 1 o fim da regulamentação da profissão de jornalista no Brasil. Não será mais exigido o diploma para o exercício legal da profissão.
Veio um filme em minha cabeça. Lembrei-me daquela turma do último ano de comunicação social quatro anos atrás e os associei ao momento presente quando passamos horas maravilhosas discutindo a comunicação, suas origens, responsabilidades, respeito ao povo brasileiro e compromisso com a ética. Os alunos deram um “banho” de seriedade ao apresentarem temas complexos do Jornalismo atual. Algumas questões geraram reflexões profundas e nos fizeram pensar sobre essa decisão insensata.
O presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, relator do projeto, se baseou em uma discussão de que a obrigatoriedade do diploma fere a liberdade de expressão, garantida pela Constituição. Falar o que quer, escrever sobre o que deseja é possível. Estamos na democracia. Mas para isso não precisa ser jornalista. A profissão pode continuar a ser regulamentada e as pessoas se pronunciarem. A questão é o retrocesso da conquista de uma categoria que sofreu muito, sendo perseguida no período da ditadura militar e que agora terá que se justificar muito para continuar a trabalhar com dignidade.
É claro que a criatividade, a seriedade e a competência de quem passa quatro anos na faculdade refletindo sobre o país e o mundo não se discute. Nos Estados Unidos e na Europa, o diploma não é exigido, no entanto, as empresas buscam aqueles que têm o curso de jornalismo para não correrem o risco de serem processadas por danos morais, sendo obrigadas a pagar indenizações enormes. Jornalistas também erram, são processados, porém, em toda profissão há bons e maus profissionais. Existem pessoas muito competentes que trabalham com comunicação. Ninguém aqui tira o mérito delas. A questão é que para isso não seria necessário acabar com a regulamentação.
Os interesses por trás dessa decisão é que assustam. O que virá com ela nas grandes empresas? Esse dia ficará marcado na história do nosso país. Podem anotar.
O ânimo, a vontade de acertar e a responsabilidade, para com a profissão, passam a ser ainda maiores, porque vale a pena ser jornalista. Tenham certeza disso. Agora é erguer a cabeça, lembrar dos maravilhosos textos lidos no período de estudo. Relembrar as discussões geradas pelos estudiosos da área. E esperar que as conseqüências para o nosso país não sejam tão drásticas.
Taís Alves – jornalista por paixão e por formação
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Olha a assessoria da Petrobras aí gente...
Gente, agora a assessoria de comunicação da Petrobras resolveu publicar todas as perguntas que lhes são enviadas por repórteres antes mesmo de elas serem publicadas nos veículos de comunicação. O endereço do tal blog é http://petrobrasfatosedados.wordpress.com.
Será desconfiança sobre o que os grandes veículos divulgam ou a forma como fazem isso?
Jornalistas de todo o país discutem se há tentativa de "controle" da imprensa ou simplesmente tornar público o que cada um perguntou, na íntegra. Vamos debater antes de impor qualquer posicionamento. Quem sabe isso será uma ótima iniciativa para facilitar o acesso a todas as informações ao mesmo tempo por vários jornalistas. Quem acessar primeiro o blog da Petrobras terá o furo. Afinal, não há como deter uma informação por muito tempo no mundo globalizado em que vivemos.
Defesa do diploma é destacada em manifestações e vigílias em todo o país
Hora da Verdade 09/06/2009
Nesta quarta-feira (10/06), a partir das 14h, as atenções dos jornalistas brasileiros e dos defensores do direito da sociedade à informação de qualidade estarão voltadas para o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). Estará em pauta o julgamento do Recurso Extraordinário RE 511961, que questiona a exigência do diploma como requisito para o exercício da profissão de jornalista. A FENAJ convocou ato público para acompanhemento da sessão em Brasília. Paralelamente, manifestações e vigílias acontecem em todo o país.
O recurso RE 511961 é o terceiro na ordem da pauta. O relator é o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes. Antes serão apreciadas a Ação Penal do Mensalão (AP Nr 470) e a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF Nr. 172), relativa ao caso do menino cuja guarda está sendo disputada judicialmente.
Este ataque à regulamentação da profissão e à qualidade do Jornalismo brasileiro começou em 2001, quando o Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo questionou a constitucionalidade da exigência do diploma e a juíza Carla Rister concedeu liminar suspendendo tal requisito para o exercício da profissão. Tal medida foi derrubada por unanimidade pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região em outubro de 2005. Mas os patrões recorreram ao STF.
FONTE: FENAJ
terça-feira, 2 de junho de 2009
Dia da Imprensa
Neste 1º de junho, alusivo ao Dia da Imprensa no Brasil, os jornalistas não têm o que comemorar. Ao contrário, é lametável o “presente” que Nelson Tanure, um dos donos da mídia no país, dá aos jornalistas, ao suspender a circulação da Gazeta Mercantil. Sobram para os profissionais a angústia de não verem respeitados seus direitos trabalhistas e a certeza da necessidade de mudanças profundas no sistema de comunicação do país.
Antes comemorado no dia 10 de setembro, o Dia da Imprensa no Brasil passou a ser reconhecido oficialmente como o 1º de junho a partir de um Projeto de Lei aprovado em 1999, com o apoio da FENAJ. A referência anterior registrava o início da Gazeta do Rio de Janeiro como o primeiro veículo impresso no Brasil, em 1808, como jornal oficial da Corte portuguesa. O PL repôs os pingos históricos nos is, reconhecendo que o pioneiro da imprensa brasileira foi o Correio Braziliense, do gaúcho Hipólito José da Costa, lançado em 1º de junho do mesmo ano.
A suspensão da circulação da Gazeta Mercantil após quase 90 anos, expõe uma crise no veículo que redundou em mais de 300 ações em fase de execução e dívidas trabalhistas que superam a casa dos R$ 200 milhões. Tentando fugir à sua responsabilidade, a CBM (Cia. Brasileira de Multimídia) de Nelson Tanure, considerada judicialmente como sucessora do ex-proprietário do jornal, Luiz Fernando Levy, tentou – frustradamente - devolver-lhe o veículo.
Tal situação revela a sucessão de incompetências administrativas na condução do jornal ao longo dos anos. E, mais que isso, desnuda um modelo de negócios declaradamente falido e ainda em aplicação no “mercado de comunicação” do país.
Diante de tal situação, a Federação Nacional dos Jornalistas soma-se ao Sindicato dos Jornalistas de São Paulo no apoio e solidariedade aos jornalistas da Gazeta Mercantil e reivindica a discussão ampla e democrática, com a necessária revisão, do modelo que sustenta a mídia eletrônica e impressa brasileira na Conferência Nacional de Comunicação.
Brasília, 1º de junho de 2009.Diretoria da FENAJ
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Um dia dedicado à inteligência emocional
No último sábado, dia 23, tive o prazer de ministrar, mais uma vez, a disciplina de Inteligência Emocional, na pós-graduação, só que dessa vez, em Viçosa. Uma sala com 90 alunos, de diversas áreas, inclusive da saúde. Foi um dia ímpar. Microfone, datashow, e muita vontade de contribuir também.
No início estavam todos meio apreensivos, alguns nunca tinham ouvido falar de outra inteligência que não fosse a medida pelo QI (quociente de inteligência). E não é aquele do quem indica né.
Quatro horas de aula teórica, abrindo para discussão e debate. Depois fui procurar um lugar para almoçar. No Calçadão de Viçosa, encontrei um amigo, o Ricardo, que também é Alves, mas não é parente. Pedi uma dica de restaurante e ele, prontamente, me passou um de comida caseira. Gostei muito. Lá estava uma aluna da pós, de quem me aproximei para oferecer companhia.
É hora de voltar à sala de aula. - Professora, que horas pretende terminar? Temos ônibus para Silverânia, Ponte Nova e uma outra que nem me lembro o nome, mas nunca ouvi falar. - A senhora vai dar trabalho para nota hoje? Vou ter que sair cedo. -No dia 6 de junho vai ter quadrilha na escola, viu professora e não poderemos vir. Será dia letivo.
Mudam as turmas, porém, sempre as mesmas conversas, desde a época em que fomos estudantes, ou no período em que nossos pais foram. O maravilhoso é perceber que o tema Inteligência Emocional atrai a atenção de todos. Afinal, quem não quer aprender a lidar com os seus próprios sentimentos e com os dos outros? Apesar de ser um assunto mais discutido a partir da década de 90, já existem muitos estudos que comprovam ser a inteligência emocional indispensável para a convivência em sociedade. Que bom que pensem assim, porque é a mais pura verdade.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Posse da Academia Ubaense de Letras
Fiquei muito feliz por ser indicada pelo meu agora amigo e padrinho, Antonio Carlos Estevam, para a cadeira de número 10, da Academia Ubaense de Letras, cujo patrono foi o Major Lázaro Gomes. A posse aconteceu no dia 22 de maio, na Câmara Municipal. Nas fotos: Minha família, a escritora e amiga Cláudia Condé, a presidente do IMLOR, Elazir Alves Carrara e seu esposo e o coordenador de marketing da Fagoc, Leonardo Gomes; o presidente da Academia Manoel Brandão e o ator Mauro Mendonça que também foi empossado.




quinta-feira, 21 de maio de 2009
A menina Télica (conto)
Télica acordou agitada nesta manhã de outono. Seus cabelos desalinhados e a calça de moletom azul surrada que em nada combina com a blusa listrada cheia de furinhos, compõem o visual caquético daquela menina mal cuidada. Menina? Eu a chamei de menina, mas Télica já deve beirar seus 35 anos. É que sua aparência não ajuda muito. Há quem a dê quase 50 anos.
Acordou e foi direto pôr a água para esquentar no fogão à lenha: uma chaleira para tomar banho e outra para fazer café. Na Fazenda do Cristal, a luz elétrica não chegou para todos. Por incrível que pareça, o lampião ainda é a companhia nas noites frias.Antes mesmo de a água ferver, dona Almerinda gritava lá do quarto.
-Minha filha, onde está meu leite com rapadura?
-Calma mãezinha, já vou.
Largou o banho para depois, esquentou o leite, derreteu a rapadura e atendeu à mãe. Dona Almerinda já beirava os cem anos bem vividos. Sempre foi mulher ativa. Nunca estudou, mas o pouco que sabia, dividiu durante muitos anos com as crianças da roça. Ela era voluntária lá na sala da capelinha. Porém, depois que seu Paulo morreu, perdeu um pouco o gosto pela vida. Adoeceu, parou de andar e agora depende da ajuda de Télica.
Toma café e banho rapidamente. Calça as botas e vai para a lida. De lá sai às dez horas, corre em casa, esquenta o almoço, come e leva para a mãe. Volta para o batente e as quatro da tarde já esta em casa, exausta. Pensam que o serviço acabou? É hora de preparar a janta com o resto do almoço e deixar pronta a comida do dia seguinte. É assim todos os dias.
Quando chega o final de semana, a menina-jovem senhora acorda cedo e vai para a igreja orar. Quem sabe não arranja um casamento? Apesar da idade, ela não perde as esperanças.
Télica se apaixonou uma vez quando era bem nova. Tinha uns treze anos. O rapaz era bem mais velho. Já beirava os 26.Ele até que se interessou por ela também, mas um dia deu uma bobeira e uma mulher da cidade ficou grávida dele. Foi quando teve que se casar e se esquecer de Télica para sempre.
Daí para a frente, ela nunca mais se interessou por ninguém. Dedica sua vidinha ao trabalho, à mãe doente e às orações.
Mas mal sabe ela que existe alguém muito interessado pela pobre. Todos os domingos ela é observada por Clóvis, um senhor aposentado e viúvo, que ajuda na celebração. É um homem de respeito, porém Télica nem desconfia e ele não tem coragem de se declarar.
É provável que nunca a menina-mulher, maltratada pelo tempo, venha a saber. Também não sei se teria coragem de se casar e deixar a mãe sozinha. Ou mesmo se a levasse para morar junto dela, será que Clóvis aceitaria? Ele é praticamente da idade de dona Almerinda. Talvez. Só o tempo dirá. Prometo que, se souber, também conto a vocês.
Por Taís Alves, numa tarde fria de outono
domingo, 17 de maio de 2009
Em resposta à Manu
Que bom que visitou meu blog! Seja bem-vinda! Ando um pouco sem tempo para atualizá-lo, por isso só hoje vi seu comentário.
A propósito sobre sua dúvida de vir ou não para a Cidade Carinho, confesso que sou suspeita para falar. Sou apaixonada pela minha terra natal. Tive que sair durante muitos anos para estudar, mas assim terminei, pude retornar.
Você pensa em prestar vestibular na Universidade do Estado de Minas (UEMG)? Qual curso? Será muito bem recebida, tenho certeza.
Ubá é uma terra em crescimento. Há muitas empresas no setor moveleiro. A indústria têxtil está se desenvolvendo muito. O município está prestes a virar também uma cidade universitária. Estudantes de toda a região e também de municípios distantes vêm para Ubá a fim de buscar conhecimento.
Venha conhecer de perto nossa cidade. Há muitos problemas, mas também há um povo pronto a ajudar.
Um grande abraço
Taís Alves
terça-feira, 28 de abril de 2009
IMLOR marca os seis anos de sua fundação com homenagem a pessoas que trabalham ou trabalharam por Ubá
O Instituto Maria de Loreto Camiloto Rocha – IMLOR – promove, no dia 30 de abril, às 19 horas e 30 minutos, na Câmara Municipal de Ubá, a entrega do Título Maria de Loreto Camiloto Rocha – Mérito Cidadania 2009, para homenagear aqueles que trabalharam e trabalham em prol do bem comum. A iniciativa marca os seis anos de fundação da entidade, criada em 30 de abril de 2003.
O evento visa reverenciar a memória de Maria Loreto Camiloto Rocha, cidadã que foi a verdadeira guardiã da Educação, da História e da Cultura de Ubá e também conservar sua memória viva. Alguns critérios foram observados para a escolha dos homenageados: Personalidade nas Tradições Culturais, Personalidades na Educação Formal, Personalidade na Educação Informal, Personalidades na Ação Social. Haverá ainda, nesta 1ª Edição, uma homenagem a um membro do IMLOR, representando todos aqueles que tanto trabalharam para a criação do Instituto. Este título será entregue anualmente, em sessão solene, por ocasião do aniversário da instituição.
Homenageados:
Pela Educação Formal- Professora Maria de Lourdes Campos, Professora Magda, Teixeira Bigonha Gazolla, Professora Maricelma Marangon
Pela Educação Informal- José Dias de Oliveira (Tênis de mesa),O Cabo PM Geremias de Magalhães Pereira (PROERD),Sargento Alexandre (Tiro de Guerra)
Pela Ação Social- Celeida Montanha (Pastoral Carcerária,Ângela Teixeira de Paula (FEMAC,Márcia Sueli de Souza Freitas (Lar João de Freitas)
Pelas Tradições Culturais - Evandro de Castro Dorigueto
Pelo IMLOR, representando os fundadores do Instituto - Professora Zuleica Evangelista Andrade (Presidente do SIND-Ute)
Taís Alves - jornalista -secretária do IMLOR
Intercom Sudeste é na semana que vem
XIV Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sudeste
Tema central: Comunicação, Educação e Cultura na era Digital
De 7 a 9 de maio de 2009 – Rio de Janeiro – RJ
Sede: UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Endereço: Escola de Comunicação. Av. Pasteur, 250 Fundos - Praia Vermelha
Telefone para contato: (21) 3873 5067 e 2295 9449
E-mail: intercomsudeste2009@eco.ufrj.br
Site Oficial: http://intercomsudeste2009.blogspot.com
e http://www.eco.ufrj.br/intercomsudeste2009
É o maior e mais importante evento acadêmico de Comunicação da América Latina, reunindo anualmente professores de graduação e pós-graduação, coordenadores de curso das principais faculdades de Comunicação do país, pesquisadores da área vindos de toda a América Latina e profissionais de publicidade, jornalismo, relações públicas, rádio, TV e cinema.
INFORMAÇÕES DO SITE: http://www.intercom.org.br
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Jornal do Brasil completa 118 anos entre o saudosismo e a esperança
O Jornal do Brasil viveu momentos áureos e, por problemas financeiros, entrou numa crise sem precedentes. Foi então vendido para Nelson Tanure, em 2001. Quem trabalhou no JB nas décadas de 50, 60 e 70 deve lembrar com saudades de um diário que fez história no jornalismo brasileiro. Fundado em 1891, completou 118 anos no dia 09/04.
A mudança para as mãos de Tanure é condenada por uns, mas defendida por outros. Para Fritz Utzeri, que trabalhou no JB entre 1968 e 2001, ocupando, entre outros cargos, o de diretor de redação, o atual jornal está longe de ser o que foi. “Não há a menor possibilidade de compararmos o antigo JB com o atual. O título é apenas uma mera coincidência, embora grandes figuras ainda escrevam para o jornal e trabalhem lá, como Evandro Teixeira [editor de Fotografia]. Eu diria que hoje trata-se de um estelionato contra o leitor”.
Já Wilson Figueiredo, que trabalhou no diário de 1957 a 2005, cuidando principalmente da área editorial, vê a compra com outros olhos. “O Tanure impediu que um jornal de mais de cem anos morresse. Foi ótimo ter alguém disposto a comprar o jornal. E o modelo que ele lançou foi pioneiro. Já há outros jornais seguindo esse novo formato [algo próximo ao berliner], como O Dia. É uma forma de reduzir custos. Outra reforma que o JB fez recentemente está na medida dos conceitos do empresariado do setor. Você foge da tirania do jornalismo clássico, dá mais espaço a comentários, opinião, do que notícia. São mais de 50 pessoas especializadas nos mais diversos assuntos. Se o governo muda a política cambial, amanhã tem algum especialista para tratar desse tema. Acho que o jornal é melhor do que era no começo, quando o Tanure comprou. E não acho que está tudo perdido. Acho que o jornal está se reencontrando”.
“Quando o JB começou a dar certo, teve um precedente importante: era o jornal das cozinheiras. Ou seja, sobrevivia graças aos classificados, principalmente de quem procurava empregadas domésticas. Até que o Conde [Pereira Carneiro] morreu e a Condessa se convenceu de que era possível que o JB passasse por uma reforma [conduzida por Amilcar de Castro]. Nos anos 50 ela pensou cautelosamente porque a receita dos anúncios sustentava o jornal. Foi tudo muito bem planejado. Foram mais de dois anos experimentando, rearrumando aqui e ali até fazer a reforma”, recorda Figueiredo. O retorno financeiro dos investimentos, conta ele, demorou dois anos, mas como os classificados sustentavam o jornal, isso não foi problema.
Uma das qualidades do JB lembrada tanto por Figueiredo como por Fritz, era a liberdade para se trabalhar. “O JB era um jornal aberto, não tinha compromisso político”, diz Figueiredo.
Fritz lembra que os jornalistas do JB tinham “orgulho de vestir a camisa da empresa”. Ele diz que começou no jornal quando o JB vivia sua melhor fase. “Só a reportagem e a editoria Geral tinham cerca de 60 pessoas. Hoje duvido que o JB inteiro tenha isso de repórteres. Tínhamos correspondentes no mundo inteiro, até no Japão.”
Mas como já destacou Otto Lara Resende, um grave problema dos jornais brasileiros foi investir em suas sedes. Ele dizia que jornal que faz edifício está cavando um túmulo. E foi o que aconteceu com o JB. Na década de 60, o JB comprou um terreno para construir o que era conhecido como “elefante branco”. Financiou a construção do prédio e sua direção não foi cautelosa na hora de liquidar a dívida. “Deixaram a dívida ser tomada pela inflação”, lamenta Figueiredo. No início dos anos 70, deixou o endereço na Av. Rio Branco, no Centro do Rio, para ocupar o prédio na Av. Brasil.
“Naquela época tinha até arquiteto residente cuidando da obra. Para colar uma coisa na parede, a gente tinha que pedir autorização. Eu tinha uma amiga que cobria Turismo que tinha uma lâmina de fórmica, cor de abóbora vivo, bem na frente dela. Não dava pra olhar para aquela parede, eu ficaria com dor de cabeça. Não podia pendurar coisas. A irracionalidade e má administração levam isso”, analisa Fritz.
A guerra dos classificados colaborou para os problemas financeiros do JB. O Globo passou a investir tanto nos anúncios que ganhou espaço.
Manuel Francisco do Nascimento Britto, genro do Conde e Condessa Pereira Carneiro, que assumiu o comando do JB com o afastamento da sogra, se viu em apuros financeiros. Os salários passaram a atrasar e a qualidade do jornal a cair. Em 2001, Nelson Tanure fez uma proposta de arrendamento do JB.
Hoje, o jornal faz parte da Companhia Brasileira Multimídia (CBM), composta também pela Gazeta Mercantil, outra marca arrendada por Nelson Tanure.
Belo Horizonte recebe encontro de professores de jornalismo
Da Redação do site Comunique-se
Um debate inicial sobre as novas propostas curriculares para o ensino de jornalismo no Brasil abriu o 12º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo nesta sexta-feira (17/04), em Belo Horizonte. A discussão sobre as diretrizes do curso promovidas pelo MEC reúne coordenadores de cursos de jornalismo em todo o país.
Apesar do tema central do evento, promovido pelo Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, ser "O ensino de jornalismo nas universidades: impactos na prática profissional e conquistas para a sociedade", assuntos como o julgamento do STF, onde a lei de imprensa e a exigência do diploma são contestados, serão abordados.
Outras reflexões acadêmicas terão espaço em seis grupos de pesquisa, onde serão apresentados 76 trabalhos. O evento acontece em três instituições de ensino da capital mineira: Faculdades Pitágoras, UNA e Uni-BH.
As atividades podem ser acompanhadas pelo blog e pelo perfil no Twitter do evento. Outro blog foi criado especificamente para a discussão sobre as novas diretrizes para o ensino do jornalismo.
terça-feira, 7 de abril de 2009
DIA DO JORNALISTA
Parabéns! Dia 07 de abril é o nosso dia e aniversário da ABI (Associação Brasileira de Imprensa). Fundada no Rio de Janeiro (RJ), em 1908, devido à sua importância na vida da categoria e da vida nacional, o dia de sua fundação foi definido como o Dia Nacional do Jornalista.
Com a criação da ABI, os jornalistas tomaram um forte impulso na luta pela conquista da dignidade da profissão. Novos marcos vieram com os avanços na regulamentação da profissão, com as primeiras leis e decretos nas décadas de 1930 e 1940 e, finalmente, com o Decreto 972, de 1969, que estabeleceu a necessidade da formação universitária específica para o exercício do jornalismo na maioria das funções jornalísticas, que hoje encontra-se sob ameaça e em debate na justiça brasileira.
Os avanços conseguidos posteriormente, também foram fundamentais. Entre eles, a criação dos Sindicatos (o de São Paulo surgiu no dia 15 de abril de 1937), a criação da FENAJ em 1946 e a conquista do piso salarial, resultado da greve vitoriosa de 1961. Agora, em 2009, temos novos e importantes desafios: a derrubada da atual Lei de Imprensa e a manutenção da nossa regulamentação profissional.
Nossa luta em defesa da profissão e da nossa dignidade profissional continua.
Lute e defenda-se!
Pela Democratização da Comunicação no Brasil. Além de campeões em desigualdade social no planeta, somos também um dos campeões em concentração da propriedade dos veículos de comunicação.
Site: O jornalista.com
quinta-feira, 2 de abril de 2009
De "bus"
Ouvi há alguns dias um comentário que me chamou a atenção e me estimulou a escrever sobre o mesmo. "Por que você anda de ônibus, menina? Você tem carro."
A pessoa se referia ao fato de eu ir todos os dias de ônibus para a Universidade e deixar meu carro na garagem. Essa amiga não teve outra intenção senão a de me incentivar a dirigir.
Faz tempo que tirei a carteira de motorista, porém, não sinto vontade de enfrentar o trânsito pesado da avenida Olegário Maciel, no bairro Industrial. É uma questão de opção.
No primeiro dia considerei uma pequena aventura. Entrei e já "paguei o maior mico", como dizem minhas sobrinhas. O pagamento é na porta da frente. Daí em diante, cada dia há uma novidade. Ônibus cheio em Ubá? Sim, ele vem lotado do Pires da Luz e na volta, próximo à Policlínica, no final da tarde, também.
Porém, quanto tenho aprendido! Donas de casas, trabalhadores, crianças voltando da escola, alunos da Apae, idosos... Trocadores e motoristas já conhecem os usuários, os chamam pelos nomes. Daqui a pouco também vou ficar conhecida nesta linha que pego.
Sempre utilizei o ônibus urbano e intermunicipal. Quando estudava em Juiz de Fora, todos os dias estava lá. Subia e descia para a UFJF. Hoje utilizo mais o Intermunicipal em minhas viagens semanais à Manchester Mineira.
Em minha cidade nunca tive o hábito de andar de ônibus. Aqui os locais são próximos. E também minha família sempre me carregou para baixo e para cima.
Aquela pergunta do início do texto foi acrescentada à outra afirmação de outro colega de trabalho nesta semana. "Aquele ônibus fedia a cheiro de gente". Essa frase me fez refletir sobre o papel do ser humano na sociedade em que ele vive. E também sobre a forma de ver o outro. O estar muito próximo de alguém, muitas vezes, incomoda. Ouvir a outra pessoa chateia. O homem não se vê como um semelhante, um igual. Ou será que o cheiro da gente que está no ônibus é diferente do seu?
É a velha história de que o que importa é o TER E PARECER e não o SER. Se você tem carro novo não pode frequentar certos lugares, não pode ser muito simples e humilde. Caso contrário, não terá seu reconhecimento como alguém capaz de desempenhar certas funções para a qual você é perfeitamente preparada. Porém, tem que parecer alguém mais imponente, digno de respeitabilidade pela forma como se veste ou como chega ao trabalho (de carro, de ônibus, a pé...)
Que país é esse? O SER é infinitamente mais importante do que o TER ou o PARECER TER. Não importa o que temos no bolso, qual a atividade exercemos. Se estamos em cargo de chefia ou se somos subordinados. Isso não nos torna melhores do que ninguém e muito menos com cheiro diferente.
Acorda pessoal! Sou o que quero ser e não vou mudar porque as pessoas pensam que eu deva ser diferente pelo que faço ou pelo que me preparei durante a vida.
Um abraço>
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Salgueiro é a escola campeã de 2009
Hoje minha família carioca está pulando de alegria. O Salgueiro é a escola campeã do carnaval carioca 2009.
Parabéns tio Tãozinho, Roberta, Aninha, Denise (minhas primas queridas). Esta quarta-feira de Cinzas é dia de festa na Rua General Roca(Tijuca), pertinho do morro do Salgueiro.
Desde a minha infância sempre acompanhamos os desfiles do Salgueiro pela TV, por causa de meu pai e de nossa família.
Acredito que no ano passado o resultado era para ter sido esse, mas a Beija Flor acabou vencendo, porém, neste ano não teve jeito. Deu Salgueiro. Comemore meu tio e primas! Sábado tem mais desfile para vocês. Por hoje, é só cair na folia na quadra. Estamos acompanhando tudo pela televisão.


