sexta-feira, 14 de maio de 2010

Avanço do design moveleiro: Uma marca do Polo de Minas Gerais

Nos últimos anos é notável o crescimento das empresas do setor moveleiro de Ubá e região


24/03/2010, Última atualização em 24/03/2010


Fonte: Agência Boom Criações


As indústrias vêm se modernizando e investindo para que os produtos tenham 100% de qualidade e superem, cada vez mais, as expectativas dos clientes. Com essa evolução, o design tornou-se uma das principais características dos móveis produzidos no polo Moveleiro de Ubá.


Esse avanço ocorreu devido à necessidade de mesclar a qualidade com um design diferenciado. Através de programas desenvolvidos pelo Intersind e cursos profissionalizantes disponibilizados por instituições parceiras como o SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, as empresas começaram a investir em capacitação humana e contratação de profissionais especializados. Hoje em dia, Ubá ainda conta com o curso de Design de Produtos da UEMG – Universidade Estadual de Minas Gerais, que a partir do início deste ano já tem profissionais formados, prontos para o mercado de trabalho. Outro grande apoiador foi o SEBRAE/MG, incentivando as empresas através da realização de publicações e mostras.


Com tudo isso, atualmente o polo de Ubá e região possui produtos diferenciados, com características próprias, qualidade e sofisticação, e com o design reconhecido nacional e internacionalmente

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Dia do jornalista



Site: O jornalista: Parabéns! Dia 07 de abril é o nosso dia e aniversário da ABI (Associação Brasileira de Imprensa). Fundada no Rio de Janeiro (RJ), em 1908, a ABI completa 102 anos de existência e, devido a sua importância na vida da categoria e da vida nacional, o dia de sua fundação foi definido como o Dia Nacional do Jornalista.

No Dia do Jornalista, Fenaj pressiona políticos pela aprovação das PECs

Izabela Vasconcelos, de São Paulo

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) prepara manifestações para marcar o dia do Jornalista, celebrado nesta quarta-feira (07/04). A entidade definiu com os sindicatos, reunidos no Conselho da Entidade, dia 27/03, a agenda de atividades, que tem como objetivo a aprovação das Propostas de Emenda Constitucional (PECs), que tramitam na Câmara e no Senado, em favor da exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.


“Todos os sindicatos estão preparando atividades. O eixo disso é a nossa luta pela exigência de diploma para atuar como jornalista. Estamos organizando manifestações junto ao Parlamento, Assembleias, junto aos deputados”, explicou Celso Schröder, vice-presidente da Fenaj.


De acordo com Schröder, a ideia da entidade é chamar a atenção para o debate sobre a profissão. “O dia vai ser lembrado pela reinvidicação da categoria. Existe um silêncio da grande mídia sobre esse assunto. A ideia é construir esse debate via imprensa alternativa e furar um pouco isso, além de dar ritmo aos nossos trabalhos na tramitação das PECs”.


No sindicato de Brasília, por exemplo, as atividades se concentrarão no Congresso Nacional, pela aprovação das PECs. Do outro lado da polêmica que envolve o diploma, o sindicato dos jornalistas de Santa Catarina realizará um seminário para debater a filiação de jornalistas sem formação superior específica.



Fonte: site comunique-se

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Chico Xavier, o filme

Aproveitei o feriado de sexta para assistir à estreia do filme sobre Chico Xavier. A história se passa desde a sua infância até o momento em que Chico tem uma de suas psicografias reconhecidas como prova em um processo, em que uma vítima é inocentada. A obra é emocionante e demonstra toda uma vida de entrega do personagem conhecido mundialmente. Mostra um Chico Xavier como alguém que também apresenta angústias e incertezas. Alguém que sabe que não é perfeito e luta a vida inteira para ajudar ao seu semelhante. Grande obra! Grande homem!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Professor da Design segue para Doutorado no Politécnico de Torino

Fonte:www.uemg.br


O Professor Marcelo Amianti, da Escola de Design, segue neste sábado para a Itália, onde inicia os estudos no Instituto Politécnico de Torino graças a Bolsa Integral, concedida pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais – FAPEMIG. A bolsa para o período de 36 meses ocorre dentro de um convênio de cooperação assinado entre a Universidade do Estado de Minas Gerais e o Instituto Politécnico de Torino, que termina em 2011, e possibilita a seleção de professores para formar-se em nível de pós-graduação stricto sensu, com as despesas pagas.



Emocionado, o professor Marcelo Amianti, coordenador do Curso de Design de Produto da Escola de Design afirmou que não tinha palavras para expressar o que sentia. “É um sonho que achei ser impossível, mas que se torna realidade.”



Servidor da Uemg desde 2001, o professor acredita que todos devem agarrar as chances que aparecem e que esta realmente é uma vitória de todos professores. Ele acredita que a oportunidade que a Uemg está criando para seu corpo docente é única e que todos devem acreditar na chance.



Marcelo Amianti esteve na Reitoria e foi recebido pelo vice-reitor Dijon de Moraes, que entregou, pessoalmente, a carta do Instituto Politécnico reconhecendo a sua indicação.



Marcelo, você merece tudo de melhor. É muito gente. Muita sorte para você e mande notícias aos amigos.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Presidente da Academia Ubaense de Letras já deixa saudades

Tive pouco tempo de convivência com o advogado e poeta, Dr. Manoel Brandão Teixeira. Eu o conheci durante alguns meses antes da minha posse na Aule, em maio do ano passado. Porém, foram muitos os momentos marcantes.


Na primeira reunião, quando fui convidada a assinar o primeiro termo, me comprometendo a participar da Academia, tive a certeza de tudo aquilo que já haviam me falado: seu Manoel era uma pessoa muito íntegra e que sabia reconhecer o valor de cada ser humano. Neste encontro com os demais neo-acadêmicos, ele nos deixou claro a necessidade do envolvimento de cada um de nós nos projetos da Aule. Em sua fala, percebíamos o entusiasmo daquele "menino-senhor" em levar adiante a cultura ubaense.


No dia da minha posse, ele me surpreendeu novamente com elogios e incentivo para que continue escrevendo e utilize os dons que Deus me presenteou em prol dos ideiais da Aule.


Os meses foram passando e tivemos a oportunidade de nos encontrar em vários outros eventos culturais do município. E naqueles em que não pude estar presente, por estar em sala de aula à noite, ou por outros compromissos, sempre ouvia depois o puxão de orelhas do senhor Manoel.


Ele era um defensor atento do Patrimônio Cultural do município. Não faltava a uma reunião do Conselho. Nem quando a saúde não ajudava como certa vez, quando ele ainda sofria dores em todo o corpo, em função de uma queda proveniente de um assalto sofrido em Ubá.


Uma das últimas vezes que tivemos a oportunidade de conversar foi durante a reunião de final de ano da Academia Ubaense de Letras. Ele estava muito empolgado com a publicação do livro com as obras dos acadêmicos e novamente me incentivou, dizendo que eu não poderia ficar de fora daquela publicação. E assim o fiz.Um pedido do senhor Manoel era uma ordem para todos nós acadêmicos.


Nesta segunda, dia 22 de março, fui surpreendida com a notícia de seu passamento. O seu fiel escudeiro, o secretário da Aule, Antonio Carlos Estevam, se imcubiu de nos avisar.


Menos de um ano de convivência, mas aprendi muito com ele. E queria aprender mais. Fica o compromisso de ler suas obras, seus poemas maravilhosos que nos emocionam. E a certeza de que as atividades da Academia Ubaense de Letras precisam continuar.

“Escrever um blog é como escrever um email com
cópia para o mundo. “
Doc Searls

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulher... mulher

Cada vez mais vejo a necessidade de a mulher mostrar a sua sensibilidade, a postura de alguém que conquistou muitos caminhos, mas também gosta de se preocupar com o seu interior, com as pessoas que a cercam. Fala-se muito em conquistas. Algumas como o fato de gerar vida, já foram dadas oor Deus. A mulher tem não precisa se igualar ao homem em tudo e nem copiá-lo para ser respeitada. Afinal, é tão maravilhoso poder ser mulher...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Alma renovada

Na próxima segunda, dia 8 de fevereiro, as aulas nas faculdades voltam a acontecer. Ânimo renovado, cabeça e pensamentos em dia. Hora de retornar à sala. As expectativas são enormes, trocas de ideias, experiências e de energia. O ano de 2010 começa agora.

A síndrome da alimentação politicamente correta

Nunca fui muito "antenada" em relação à alimentação saudável, nem me preocupei muito com a balança. Mas, de uns tempos para cá, tenho visto e lido mais sobre o assunto.


Confesso que tenho percebido uma certa mania exagerada do povo brasileiro em dosar o que come ou bebe. Virou moda contar cada grama de pão que se ingere. Uma fatia de abacaxi já faz uma enorme diferença. "Hoje tomei um copo de leite que não era desnatado. Saí do regime porque comi três fatias de pão integral". Virou neura.


As pessoas se tornaram escravas delas mesmas. Comem com culpa, isso quando comem. Daqui a pouco as festas de aniversários de crianças só servirão sanduíche de alface, brocólis ou suco de acerola com couve.


Nada contra. Também adoro frutas e verduras. Afinal, dizem que somos aquilo que comemos e temos que pensar na saúde, porém, vamos com calma. De vez em quando, uma escapulida não faz mal a ninguém. E dá um prazer danado!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Matias Barbosa

Janeiro é sempre tempo de relaxar, viajar e pensar na vida. Colocar o tico e o teco em dia para começar um ano melhor no trabalho.


Neste último domingo tive a oportunidade de conhecer a pacata Matias Barbosa. Situada a 19 quilômetros de Juiz de Fora,abriga muitas chácaras e sítios lindíssimos. E a paisagem? Um presente à parte para quem vive na cidade. Linda demais! Fui surpreendida por andorinhas no final da tarde que cismavam em brincar em frente à minha câmera. Que privilégio!


Se fosse pintora, não faltaria inspiração para retratar aquelas montanhas,uma lagoa enorme e limpíssima. Sem contar a hospitalidade de uma gente sincera e alegre.


Valeu o passeio. Já espero voltar em breve.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Final de ano

Olá pessoal,faz tempo que não passo por aqui. Gostaria apenas de desejar a todos os meus amigos e pessoas que me querem bem, um 2010 cheio de muitas esperanças,saúde e que cada um de nós possamos ser muuuuuuuuuuuuito felizes.



Um grande beijo

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O menino Olinto

Texto publicado no Jornal Diário de Notícias do dia 18 de setembro de 2009.

Nesta semana, ao iniciar o conteúdo de Jornalismo Literário com os alunos de Comunicação Social, pela primeira vez, tive que mencionar a obra do escritor Antonio Olinto utilizando verbos no passado. Todo ano, quando inicio essa parte da matéria, ele aparece como uma das principais referências de autor que soube maravilhosamente bem juntar as duas paixões: o jornalismo e a literatura. Foi estranho para mim. Porém, nada muda com a sua passagem. Seus livros continuarão a ser mencionados no Brasil e no mundo como exemplos.


Passou um filme em minha cabeça. Lembrei-me do ano de 1997 quando Antonio Olinto foi chamado para assumir uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, a de número 8, de Antonio Calado. Eu ainda era estudante de Jornalismo em Juiz de Fora e passava as férias treinando na TV local. Logo que soube da notícia, entrei em contato com o escritor e gravamos uma entrevista por telefone. Eu a guardo com carinho até hoje em fita VHS.


Depois disso, ele veio a Ubá agradecer o carinho da cidade natal e os parabéns que recebeu de seus conterrâneos. Participou de inúmeros eventos no município. Um deles foi o lançamento do livro da sua amiga, escritora e professora Cláudia Condé. Mas antes disso, tive a honra de vê-lo se emocionar no dia da apresentação da dissertação de mestrado da também amiga Cláudia. Ele assistiu atentamente às explicações da autora e no final agradeceu à banca examinadora e aos convidados, dizendo que poucas vezes havia recebido uma homenagem daquelas e que iria guardar para sempre aquele momento. Após o exame, passamos uma tarde agradável a convite de Cláudia. Naquele dia fiquei sabendo um pouco sobre o processo de criação do escritor.

Ele nos contou, de forma bem humorada, que escrevia os seus textos tão conhecidos dos brasileiros e em várias partes do mundo, em sua inseparável máquina de escrever. E que não havia hora para isso acontecer.


Depois daquela conversa, tive vontade de saber um pouco mais sobre a identidade do autor. Suas marcações de mineiridade e a paixão pela cultura e história de seu povo ficaram claras, em sua obra Cinema de Ubá, publicada em 1972. Essa minha curiosidade resultou em um ensaio publicado durante o mestrado: Cultura e identidade em Antonio Olinto.


Um defensor e divulgador da cultura brasileira pelo mundo. Assim podemos definir Antonio Olinto Marques da Rocha. Mineiro da Zona da Mata. Nasceu em Ubá em 1919. Estudou Filosofia, foi professor de Literatura, Latim, Português, Francês, Inglês e História da Civilização, em colégios do rio de Janeiro, até ingressar no jornalismo e ser crítico literário do jornal “O Globo”. Lançou mais de trinta concursos literários ligados a livros, culminando com o lançamento do Prêmio nacional Walmap, considerado o pioneiro dos grandes prêmios literários do país.


Em suas viagens pelo mundo sempre defendeu a cultura brasileira, fazendo conferências em universidades e entidades culturais. Foi adido cultural na Nigéria e na Grã-Bretanha, professor da universidade de Columbia. Na África, escreveu uma trilogia de romances - A Casa da Água, O Rei de Keto e Trono de Vidro.


Uma de suas grandes preocupações sempre foi a preservação dos costumes e crenças do brasileiro. Cinema de Ubá narra a sua própria infância. O cenário é a terra natal e arredores do município, como o distrito de Piau, terra de sua mãe. Olinto fez uma recapitulação da década de 20 em Ubá, entre 1925 e 1926. Mostra um ano na vida da cidade, passando pelas principais festividades da época. Ele deixa evidente a vontade de relembrar o tempo em que a vida no interior de Minas Gerais se limitava a um jeito muito simples de se viver. Época em que a infância era tida como um período “inocente”.


A história começa com um passeio ao circo que acabara de chegar à cidade e que havia sido montado na praça Guido Marlière, em Ubá. A ida ao circo era um presente no dia do aniversário do garoto de seis anos (Olinto), personagem principal. Parte da história se passa nos arredores da praça. Outros momentos que lembram os costumes e a cultura do brasileiro são a tradição da Missa do Galo, o Carnaval e a Semana Santa que também são relembrados na obra.


Ao narrar a sua infância, o escritor traz à tona essa memória. Olinto revivencia sua própria história, ao narrar as lembranças da chegada do trem a Ubá, as partidas de futebol no Campo do Aymorés e a importância que o cinema tinha para uma cidade pequena da década de 20.


Olinto foi um defensor da necessidade de preservação da identidade brasileira. Em sua obra deixou clara a constante busca por um país que valoriza seus costumes, sua cultura. O escritor faz isso desde a sua preocupação em criar bibliotecas para o acesso mais fácil à leitura, até várias de suas obras.


Mesmo quando era adido cultural na Nigéria, Olinto não se esqueceu de sua nação. Lá descobriu a cultura negra no Brasil e a presença brasileira na África. Na Bahia, foi escolhido, juntamente com Jorge Amado, para ser ministro de Xangô.


Viajou o mundo todo. Publicou muitos livros em outros países, em que sua obra também é muito conhecida. Mas o elemento essencialmente brasileiro foi sempre preservado. Em suas palestras por outros continentes ele retratou as riquezas como o Rio de Janeiro, a Bahia e Minas Gerais. Olinto não foi um maquinista de trem, como sonhara quando menino, mas passou a vida viajando: saiu e voltou a Piau e a Ubá. Assim foi Antonio Olinto Marques da Rocha.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Curso Design de Produto da UEMG participa de Semana da Moda em Ubá





Alunos, professores e coordenação de curso Design de Produto da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) participaram da 3ª Semana da Moda ocorrida no período de 31 de agosto a 7 de setembro, em Ubá. O evento foi organizado pela prefeitura, a Aciuba (Associação Comercial e Industrial de Ubá), Adubar (Agência de Desenvolvimento de Ubá e Região) e Sebrae, marcando a volta da Festa das Nações ao calendário do município.


Foram apresentados desfiles, exposições, oficinas de criação e palestras sobre o mundo da moda. Nos primeiros dias aconteceram as palestras “A importância da Gestão da Marca Própria” e “Direcionando Moda para o seu Público Consumidor”, na sede da Aciuba.


No Horto Florestal foram montados 34 estandes de confecções e 13 de fornecedores (máquinas, equipamentos e tecidos). Atendendo a um convite da Associação Comercial e da administração municipal, o curso de Design de Produto montou um estande na festa, onde foram expostos trabalhos dos alunos nas disciplinas dedicadas à moda e acessórios. Professores e alunos se revezaram na atividade de apresentação do curso à comunidade e divulgação do processo seletivo 2009 da UEMG.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Gentileza gera gentileza

Taís Alves - Texto publicado no jornal Diário de Notícias, em Ubá, no dia 10 de julho de 2009

Você acredita em gnomos, vida após a morte ou simplesmente no amor? Desde que nascemos somos convidados a crer em uma série de afirmações que nos são apresentadas como verdadeiras pela ciência, por nossos familiares ou pelos adeptos de alguma religião. Várias foram comprovadas e viraram teses; outras nem tanto. E, mesmo assim, continuamos acreditando.


Acreditar em determinadas situações faz bem ao ser humano, mesmo que elas nunca cheguem a ser confirmadas. Quantas e quantas vezes já ouvimos falar em pessoas que têm o dom de ajudar às outras e dedicam ou dedicaram suas vidas a salvar vidas. E isso realmente aconteceu.


Algumas acreditam em chás milagrosos, receitas caseiras do tempo da vovó. O que determina se eles vão lhe trazer uma melhora ou não? Muitas vezes simplesmente o poder de acreditar. Já se fala há muito tempo que a capacidade da mente é imensurável.


Autores do mundo inteiro escrevem milhares de obras, ressaltando o poder da mente humana e a necessidade de se ter fé.


Chegamos a um ponto em que o acesso às informações é imediato e irrestrito. Nossa vida é tão corrida que sentimos a necessidade de acreditar em algo mais. E quem pode questionar isso. A ciência desenvolver tantos artifícios para responder às necessidades do homem que esse mesmo homem busca algo em que possa se apegar. E isso é muito positivo. Tudo o que nos faz bem e não prejudica ao próximo está valendo.
A correria é tão grande que muitos não acham tempo para um simples sorriso, para ouvir o outro, para ajudar alguém a atravessar a rua. As pequenas gentilezas, muitas vezes, se tornam raras. E quando, por exemplo, alguém para no sinal para nos deixar atravessar, achamos que existe algo de errado.


Se você presta um favor à determinada pessoa, alguns pensam que quer algo em troca. Se você chega mais cedo ao serviço é porque deseja um aumento ou está querendo ficar bem com o seu supervisor ou gerente.


Consultórios de psicólogos, psiquiatras e terapeutas no mundo inteiro recebem pessoas que pagam para serem ouvidas porque não há ninguém para fazer isso no trabalho, na família ou em seu ambiente social. E quem não tem dinheiro para pagar? Vive com seus desafios, clamando pela atenção do outro.


Pessoas sensíveis, capazes de respirar fundo, parar um instante, escutar até mesmo as vitórias de um amigo, não podem ser tão escassas. Existem muitas, temos milhões no mundo. Algumas estão escondidas, é verdade. Mas nunca é tarde para elas se apresentarem em pequenas atitudes.

domingo, 5 de julho de 2009

Arraiá da UEMG 2009




A festa aconteceu no estacionamento da feira municipal em Ubá no dia 26 de junho. A organizaçaõ foi dos alunos dos cursos de Design de Produto, Química e Biologia. Muita música, sorteio de prêmios e animação marcaram o evento que deve virar tradição na cidade.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

DIPLOMA & HIPOCRISIA

Por Alberto Dines em 23/6/2009 - Observatório da imprensa


Antes de discutir a questão do diploma é imperioso discutir a legitimidade dos autores da Ação Civil Pública acolhida pelo Supremo Tribunal Federal que resultou na extinção da sua obrigatoriedade para o exercício do jornalismo.


No recurso interposto pelo Ministério Público Federal, o SERTESP (Sindicato das Empresas de Rádio e TV do Estado de S. Paulo) aparece como assistente simples. A participação do MPF nesta questão é inédita e altamente controversa, tanto assim que o ministro Gilmar Mendes abandonou, numa parte substanciosa do seu relatório, o mérito da questão para justificar a inopinada aparição do órgão público numa questão difusa e doutrinal, suscitada aleatoriamente, sem qualquer fato novo ou materialização de ameaça.


Imaginemos que os juristas e o próprio MPF acabem por convencer a sociedade brasileira da legitimidade de sua intervenção. Pergunta-se então: tem o SERTESP credibilidade para defender uma cláusula pétrea da Carta Magna que sequer estava ameaçada? Quem conferiu a este sindicato de empresários o diploma de defensor do interesse público? Quem representa institucionalmente – a cidadania ou as empresas comerciais, concessionárias de radiodifusão, sediadas em S. Paulo?


Na condição de concessionárias, as afiliadas da SERTESP são dignas de fé, têm desempenho ilibado? Nunca infringiram os regulamentos do poder concedente (o Estado brasileiro) que se comprometeram a obedecer estritamente? Respeitam a classificação da programação por faixa etária? As redes de rádio e TV com sede no estado de São Paulo porventura opõem-se ou fazem parta da despudorada e inconstitucional folia de concessões a parlamentares?


Se este sindicato regional de empresas claudica em matéria cívica e não tem condições de apresentar uma folha corrida capaz de qualificá-lo como defensor da liberdade de expressão, por que não foram convocadas as entidades nacionais? Onde está a ABERT e a sua dissidência, a ABRA? Brigaram?


E por que razão a ANJ (Associação Nacional de Jornais) de repente começou a aparecer como co-patrocinadora do recurso contra o diploma depois da vitória na votação? A carona tardia teria algo a ver com as notórias rivalidades dentro do bunker patronal? Essas rivalidades empresariais não colocam sob suspeita o mandato de guardiã da liberdade que o SERTESP avocou para si?



Grupo minoritário se sobrepõe à cidadania



De qualquer forma evidenciou-se que numa sociedade democrática, diversificada e pluralista a defesa da Constituição não pode ser transferida para um grupo minoritário (o SERTESP) dentro de um segmento (o dos empresários de comunicação) dilacerado por interesses conflitantes e nem sempre os mais idealistas.


O Ministério Público Federal, como órgão do Estado brasileiro, para levar a bom termo a Ação Civil Pública, deveria ter organizado audiências públicas para ouvir as demais partes. Contentou-se em acionar a ré (a União) e suas assistentes simples (a Fenaj e o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, ambas com atuações abaixo do sofrível). Contentou-se com os interesses das corporações e deixou de lado a oportunidade de renovar e aprimorar o ensino do jornalismo.


Não se sabe o que efetivamente pensam os leitores, ouvintes e telespectadores sobre a questão do diploma e, principalmente, sobre as excentricidades do julgamento. Os jornais têm registrado algumas cartas simbólicas sobre o diploma em si para fingir neutralidade e passam ao largo dos demais aspectos.



Articulistas calados



O que chama a atenção é que nos cinco dias seguintes à decisão da suprema corte (edições de quinta-feira, 18/6, até segunda-feira, 22/6) dos 28 espaços diários reservados a articulistas regulares e colaboradores eventuais nos três principais jornalões apenas um jornalista manifestou-se de forma inequívoca a favor da manutenção do status quo. Dos 140 consagrados nomões que se revezaram todos os dias ao longo de quase uma semana, só Janio de Freitas (Folha de S. Paulo, domingo, 21/6) reagiu aos triunfantes editoriais da grande imprensa comemorando a morte do dragão da maldade, a obrigatoriedade do diploma.


Miriam Leitão, Gilberto Dimenstein e João Ubaldo Ribeiro discordaram da cortina de silêncio imposta pela ANJ, por meio dos comandos das redações, e não permitiram que o assunto fosse engavetado. Parabéns. Mas não se manifestaram a respeito da obrigatoriedade. Não quiseram ou não puderam.


A festa libertária acabou convertida numa festa liberticida. O cidadão recebeu um razoável volume de material noticioso e reflexivo, porém linear, esvaziado de qualquer elemento crítico ou, pelo menos, questionador.


Neste grande festival de hipocrisias, a imprensa aposenta o bastão de Quarto Poder e assume-se abertamente como lobby empresarial. Já o STF, obcecado pela idéia de tornar-se um petit-comité legislativo, no lugar de converter-se em coveiro do autoritarismo, é apenas o parteiro de um novo mandonismo cartorial.




Nessas notas preliminares, ainda antes de entrar no mérito da questão do diploma, é preciso embrenhar-se na remissão histórica. Parte deles está mencionada em O Papel do Jornal, Uma Releitura (Summus Editorial).



No apêndice "O jornalismo na Era do Cruzado e a cruzada contra o diploma de jornalista", datado de 27/5/1986 (5ª edição, pp. 147-157, repetido nas edições seguintes), estão registrados os primeiros lances da história cujo desenlace ocorreu agora, mais de duas décadas depois.



A extinção da obrigatoriedade do diploma foi concebida nos primórdios da ANJ (1980), depois da malograda greve de 1979, quando os acionistas das empresas de jornalismo finalmente sentaram-se à mesa para traçar um projeto de longo prazo para o setor.


Sob o pretexto de renovar as redações e prepará-las para o fim do regime militar, a Folha de S. Paulo capitaneou um movimento para acabar de facto com a regulamentação da profissão. A primeira manifestação pública desta cruzada foi protagonizada por Boris Casoy, então colunista da Folha, na última página da Veja.



Constituição de 88



Em 1985, quando a Comissão Provisória de Estudos Constitucionais (planejada por Tancredo Neves e implementada por José Sarney) começou a preparar uma espécie de rascunho para a nova Carta Magna, o jornalista Mauro Santayana, na qualidade de Secretário Executivo, vazou para a Folha a informação de que nele constava um item que acabaria com a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo. A intenção de Santayana era conseguir as boas graças da Folha, sempre arredia à Comissão de Sábios.


A Folha abriu as suas baterias e, assim, a questão do diploma ganhou uma notoriedade injustificada. Não era matéria constitucional, mas desde então se tornou aspiração máxima da corporação empresarial da comunicação.


Não a preocupam os demais controles, licenciamentos e limites impostos pelo Estado.

O lobby da comunicação sabe entender-se com o ente governamental. José Sarney é a prova viva desta convivência-dependência. O que parece insuportável é o espírito crítico instalado nas redações. Ou perto delas. A exigência do diploma nunca constituiu uma ameaça concreta. Mas convinha prevenir-se.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Um soco no estômago

Diploma de jornalismo agora é desnecessário. Um retrocesso em uma conquista.



Foi assim que me senti ao receber uma notícia na noite de ontem, 17 de junho, no intervalo das bancas de monografia da faculdade de Jornalismo onde trabalho. Paramos cinco minutos para um café e qual não foi a minha surpresa ao receber um telefone com a bela novidade: o Supremo Tribunal Federal brasileiro votou por 8 votos a 1 o fim da regulamentação da profissão de jornalista no Brasil. Não será mais exigido o diploma para o exercício legal da profissão.


Veio um filme em minha cabeça. Lembrei-me daquela turma do último ano de comunicação social quatro anos atrás e os associei ao momento presente quando passamos horas maravilhosas discutindo a comunicação, suas origens, responsabilidades, respeito ao povo brasileiro e compromisso com a ética. Os alunos deram um “banho” de seriedade ao apresentarem temas complexos do Jornalismo atual. Algumas questões geraram reflexões profundas e nos fizeram pensar sobre essa decisão insensata.


O presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, relator do projeto, se baseou em uma discussão de que a obrigatoriedade do diploma fere a liberdade de expressão, garantida pela Constituição. Falar o que quer, escrever sobre o que deseja é possível. Estamos na democracia. Mas para isso não precisa ser jornalista. A profissão pode continuar a ser regulamentada e as pessoas se pronunciarem. A questão é o retrocesso da conquista de uma categoria que sofreu muito, sendo perseguida no período da ditadura militar e que agora terá que se justificar muito para continuar a trabalhar com dignidade.


É claro que a criatividade, a seriedade e a competência de quem passa quatro anos na faculdade refletindo sobre o país e o mundo não se discute. Nos Estados Unidos e na Europa, o diploma não é exigido, no entanto, as empresas buscam aqueles que têm o curso de jornalismo para não correrem o risco de serem processadas por danos morais, sendo obrigadas a pagar indenizações enormes. Jornalistas também erram, são processados, porém, em toda profissão há bons e maus profissionais. Existem pessoas muito competentes que trabalham com comunicação. Ninguém aqui tira o mérito delas. A questão é que para isso não seria necessário acabar com a regulamentação.


Os interesses por trás dessa decisão é que assustam. O que virá com ela nas grandes empresas? Esse dia ficará marcado na história do nosso país. Podem anotar.


O ânimo, a vontade de acertar e a responsabilidade, para com a profissão, passam a ser ainda maiores, porque vale a pena ser jornalista. Tenham certeza disso. Agora é erguer a cabeça, lembrar dos maravilhosos textos lidos no período de estudo. Relembrar as discussões geradas pelos estudiosos da área. E esperar que as conseqüências para o nosso país não sejam tão drásticas.



Taís Alves – jornalista por paixão e por formação