quarta-feira, 30 de junho de 2010

Final de semestre

Final de semestre é sempre complicado. Muita prova para corrigir. Alunos insatisfeitos com as notas. Outros, nem tanto. Alguns até se assustam pelo desempenho.


Nos últimos dias de junho o professor já está cansado, cheio de compromissos. Mas algumas recompensas servem para confortá-lo. Uma delas é o crescimento acadêmico e profissional dos alunos que já estão concluindo os cursos. Demonstram maturidade.


No olhar de cada um várias indagações, incertezas sobre o que virá depois. Mas a certeza de que estão no caminho certo. Isso é muito bom!


Nessa minha profissão tenho a oportunidade de conviver com diferentes perfis de alunos formandos. Aprendo com eles nos apertos para entregar dossiês, projetos de monografias, a confiança nos orientadores.


Apenas um recado: "no fim tudo dá certo, se não der, é porque não chegou o fim", Fernando Sabino.

terça-feira, 1 de junho de 2010

O PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO

Jô Soares

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.



Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Precisa faltar, é um 'turista'.
Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.



Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.



Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.



Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu 'mole'.



É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Avanço do design moveleiro: Uma marca do Polo de Minas Gerais

Nos últimos anos é notável o crescimento das empresas do setor moveleiro de Ubá e região


24/03/2010, Última atualização em 24/03/2010


Fonte: Agência Boom Criações


As indústrias vêm se modernizando e investindo para que os produtos tenham 100% de qualidade e superem, cada vez mais, as expectativas dos clientes. Com essa evolução, o design tornou-se uma das principais características dos móveis produzidos no polo Moveleiro de Ubá.


Esse avanço ocorreu devido à necessidade de mesclar a qualidade com um design diferenciado. Através de programas desenvolvidos pelo Intersind e cursos profissionalizantes disponibilizados por instituições parceiras como o SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, as empresas começaram a investir em capacitação humana e contratação de profissionais especializados. Hoje em dia, Ubá ainda conta com o curso de Design de Produtos da UEMG – Universidade Estadual de Minas Gerais, que a partir do início deste ano já tem profissionais formados, prontos para o mercado de trabalho. Outro grande apoiador foi o SEBRAE/MG, incentivando as empresas através da realização de publicações e mostras.


Com tudo isso, atualmente o polo de Ubá e região possui produtos diferenciados, com características próprias, qualidade e sofisticação, e com o design reconhecido nacional e internacionalmente

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Dia do jornalista



Site: O jornalista: Parabéns! Dia 07 de abril é o nosso dia e aniversário da ABI (Associação Brasileira de Imprensa). Fundada no Rio de Janeiro (RJ), em 1908, a ABI completa 102 anos de existência e, devido a sua importância na vida da categoria e da vida nacional, o dia de sua fundação foi definido como o Dia Nacional do Jornalista.

No Dia do Jornalista, Fenaj pressiona políticos pela aprovação das PECs

Izabela Vasconcelos, de São Paulo

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) prepara manifestações para marcar o dia do Jornalista, celebrado nesta quarta-feira (07/04). A entidade definiu com os sindicatos, reunidos no Conselho da Entidade, dia 27/03, a agenda de atividades, que tem como objetivo a aprovação das Propostas de Emenda Constitucional (PECs), que tramitam na Câmara e no Senado, em favor da exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.


“Todos os sindicatos estão preparando atividades. O eixo disso é a nossa luta pela exigência de diploma para atuar como jornalista. Estamos organizando manifestações junto ao Parlamento, Assembleias, junto aos deputados”, explicou Celso Schröder, vice-presidente da Fenaj.


De acordo com Schröder, a ideia da entidade é chamar a atenção para o debate sobre a profissão. “O dia vai ser lembrado pela reinvidicação da categoria. Existe um silêncio da grande mídia sobre esse assunto. A ideia é construir esse debate via imprensa alternativa e furar um pouco isso, além de dar ritmo aos nossos trabalhos na tramitação das PECs”.


No sindicato de Brasília, por exemplo, as atividades se concentrarão no Congresso Nacional, pela aprovação das PECs. Do outro lado da polêmica que envolve o diploma, o sindicato dos jornalistas de Santa Catarina realizará um seminário para debater a filiação de jornalistas sem formação superior específica.



Fonte: site comunique-se

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Chico Xavier, o filme

Aproveitei o feriado de sexta para assistir à estreia do filme sobre Chico Xavier. A história se passa desde a sua infância até o momento em que Chico tem uma de suas psicografias reconhecidas como prova em um processo, em que uma vítima é inocentada. A obra é emocionante e demonstra toda uma vida de entrega do personagem conhecido mundialmente. Mostra um Chico Xavier como alguém que também apresenta angústias e incertezas. Alguém que sabe que não é perfeito e luta a vida inteira para ajudar ao seu semelhante. Grande obra! Grande homem!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Professor da Design segue para Doutorado no Politécnico de Torino

Fonte:www.uemg.br


O Professor Marcelo Amianti, da Escola de Design, segue neste sábado para a Itália, onde inicia os estudos no Instituto Politécnico de Torino graças a Bolsa Integral, concedida pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais – FAPEMIG. A bolsa para o período de 36 meses ocorre dentro de um convênio de cooperação assinado entre a Universidade do Estado de Minas Gerais e o Instituto Politécnico de Torino, que termina em 2011, e possibilita a seleção de professores para formar-se em nível de pós-graduação stricto sensu, com as despesas pagas.



Emocionado, o professor Marcelo Amianti, coordenador do Curso de Design de Produto da Escola de Design afirmou que não tinha palavras para expressar o que sentia. “É um sonho que achei ser impossível, mas que se torna realidade.”



Servidor da Uemg desde 2001, o professor acredita que todos devem agarrar as chances que aparecem e que esta realmente é uma vitória de todos professores. Ele acredita que a oportunidade que a Uemg está criando para seu corpo docente é única e que todos devem acreditar na chance.



Marcelo Amianti esteve na Reitoria e foi recebido pelo vice-reitor Dijon de Moraes, que entregou, pessoalmente, a carta do Instituto Politécnico reconhecendo a sua indicação.



Marcelo, você merece tudo de melhor. É muito gente. Muita sorte para você e mande notícias aos amigos.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Presidente da Academia Ubaense de Letras já deixa saudades

Tive pouco tempo de convivência com o advogado e poeta, Dr. Manoel Brandão Teixeira. Eu o conheci durante alguns meses antes da minha posse na Aule, em maio do ano passado. Porém, foram muitos os momentos marcantes.


Na primeira reunião, quando fui convidada a assinar o primeiro termo, me comprometendo a participar da Academia, tive a certeza de tudo aquilo que já haviam me falado: seu Manoel era uma pessoa muito íntegra e que sabia reconhecer o valor de cada ser humano. Neste encontro com os demais neo-acadêmicos, ele nos deixou claro a necessidade do envolvimento de cada um de nós nos projetos da Aule. Em sua fala, percebíamos o entusiasmo daquele "menino-senhor" em levar adiante a cultura ubaense.


No dia da minha posse, ele me surpreendeu novamente com elogios e incentivo para que continue escrevendo e utilize os dons que Deus me presenteou em prol dos ideiais da Aule.


Os meses foram passando e tivemos a oportunidade de nos encontrar em vários outros eventos culturais do município. E naqueles em que não pude estar presente, por estar em sala de aula à noite, ou por outros compromissos, sempre ouvia depois o puxão de orelhas do senhor Manoel.


Ele era um defensor atento do Patrimônio Cultural do município. Não faltava a uma reunião do Conselho. Nem quando a saúde não ajudava como certa vez, quando ele ainda sofria dores em todo o corpo, em função de uma queda proveniente de um assalto sofrido em Ubá.


Uma das últimas vezes que tivemos a oportunidade de conversar foi durante a reunião de final de ano da Academia Ubaense de Letras. Ele estava muito empolgado com a publicação do livro com as obras dos acadêmicos e novamente me incentivou, dizendo que eu não poderia ficar de fora daquela publicação. E assim o fiz.Um pedido do senhor Manoel era uma ordem para todos nós acadêmicos.


Nesta segunda, dia 22 de março, fui surpreendida com a notícia de seu passamento. O seu fiel escudeiro, o secretário da Aule, Antonio Carlos Estevam, se imcubiu de nos avisar.


Menos de um ano de convivência, mas aprendi muito com ele. E queria aprender mais. Fica o compromisso de ler suas obras, seus poemas maravilhosos que nos emocionam. E a certeza de que as atividades da Academia Ubaense de Letras precisam continuar.

“Escrever um blog é como escrever um email com
cópia para o mundo. “
Doc Searls

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulher... mulher

Cada vez mais vejo a necessidade de a mulher mostrar a sua sensibilidade, a postura de alguém que conquistou muitos caminhos, mas também gosta de se preocupar com o seu interior, com as pessoas que a cercam. Fala-se muito em conquistas. Algumas como o fato de gerar vida, já foram dadas oor Deus. A mulher tem não precisa se igualar ao homem em tudo e nem copiá-lo para ser respeitada. Afinal, é tão maravilhoso poder ser mulher...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Alma renovada

Na próxima segunda, dia 8 de fevereiro, as aulas nas faculdades voltam a acontecer. Ânimo renovado, cabeça e pensamentos em dia. Hora de retornar à sala. As expectativas são enormes, trocas de ideias, experiências e de energia. O ano de 2010 começa agora.

A síndrome da alimentação politicamente correta

Nunca fui muito "antenada" em relação à alimentação saudável, nem me preocupei muito com a balança. Mas, de uns tempos para cá, tenho visto e lido mais sobre o assunto.


Confesso que tenho percebido uma certa mania exagerada do povo brasileiro em dosar o que come ou bebe. Virou moda contar cada grama de pão que se ingere. Uma fatia de abacaxi já faz uma enorme diferença. "Hoje tomei um copo de leite que não era desnatado. Saí do regime porque comi três fatias de pão integral". Virou neura.


As pessoas se tornaram escravas delas mesmas. Comem com culpa, isso quando comem. Daqui a pouco as festas de aniversários de crianças só servirão sanduíche de alface, brocólis ou suco de acerola com couve.


Nada contra. Também adoro frutas e verduras. Afinal, dizem que somos aquilo que comemos e temos que pensar na saúde, porém, vamos com calma. De vez em quando, uma escapulida não faz mal a ninguém. E dá um prazer danado!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Matias Barbosa

Janeiro é sempre tempo de relaxar, viajar e pensar na vida. Colocar o tico e o teco em dia para começar um ano melhor no trabalho.


Neste último domingo tive a oportunidade de conhecer a pacata Matias Barbosa. Situada a 19 quilômetros de Juiz de Fora,abriga muitas chácaras e sítios lindíssimos. E a paisagem? Um presente à parte para quem vive na cidade. Linda demais! Fui surpreendida por andorinhas no final da tarde que cismavam em brincar em frente à minha câmera. Que privilégio!


Se fosse pintora, não faltaria inspiração para retratar aquelas montanhas,uma lagoa enorme e limpíssima. Sem contar a hospitalidade de uma gente sincera e alegre.


Valeu o passeio. Já espero voltar em breve.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Final de ano

Olá pessoal,faz tempo que não passo por aqui. Gostaria apenas de desejar a todos os meus amigos e pessoas que me querem bem, um 2010 cheio de muitas esperanças,saúde e que cada um de nós possamos ser muuuuuuuuuuuuito felizes.



Um grande beijo

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O menino Olinto

Texto publicado no Jornal Diário de Notícias do dia 18 de setembro de 2009.

Nesta semana, ao iniciar o conteúdo de Jornalismo Literário com os alunos de Comunicação Social, pela primeira vez, tive que mencionar a obra do escritor Antonio Olinto utilizando verbos no passado. Todo ano, quando inicio essa parte da matéria, ele aparece como uma das principais referências de autor que soube maravilhosamente bem juntar as duas paixões: o jornalismo e a literatura. Foi estranho para mim. Porém, nada muda com a sua passagem. Seus livros continuarão a ser mencionados no Brasil e no mundo como exemplos.


Passou um filme em minha cabeça. Lembrei-me do ano de 1997 quando Antonio Olinto foi chamado para assumir uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, a de número 8, de Antonio Calado. Eu ainda era estudante de Jornalismo em Juiz de Fora e passava as férias treinando na TV local. Logo que soube da notícia, entrei em contato com o escritor e gravamos uma entrevista por telefone. Eu a guardo com carinho até hoje em fita VHS.


Depois disso, ele veio a Ubá agradecer o carinho da cidade natal e os parabéns que recebeu de seus conterrâneos. Participou de inúmeros eventos no município. Um deles foi o lançamento do livro da sua amiga, escritora e professora Cláudia Condé. Mas antes disso, tive a honra de vê-lo se emocionar no dia da apresentação da dissertação de mestrado da também amiga Cláudia. Ele assistiu atentamente às explicações da autora e no final agradeceu à banca examinadora e aos convidados, dizendo que poucas vezes havia recebido uma homenagem daquelas e que iria guardar para sempre aquele momento. Após o exame, passamos uma tarde agradável a convite de Cláudia. Naquele dia fiquei sabendo um pouco sobre o processo de criação do escritor.

Ele nos contou, de forma bem humorada, que escrevia os seus textos tão conhecidos dos brasileiros e em várias partes do mundo, em sua inseparável máquina de escrever. E que não havia hora para isso acontecer.


Depois daquela conversa, tive vontade de saber um pouco mais sobre a identidade do autor. Suas marcações de mineiridade e a paixão pela cultura e história de seu povo ficaram claras, em sua obra Cinema de Ubá, publicada em 1972. Essa minha curiosidade resultou em um ensaio publicado durante o mestrado: Cultura e identidade em Antonio Olinto.


Um defensor e divulgador da cultura brasileira pelo mundo. Assim podemos definir Antonio Olinto Marques da Rocha. Mineiro da Zona da Mata. Nasceu em Ubá em 1919. Estudou Filosofia, foi professor de Literatura, Latim, Português, Francês, Inglês e História da Civilização, em colégios do rio de Janeiro, até ingressar no jornalismo e ser crítico literário do jornal “O Globo”. Lançou mais de trinta concursos literários ligados a livros, culminando com o lançamento do Prêmio nacional Walmap, considerado o pioneiro dos grandes prêmios literários do país.


Em suas viagens pelo mundo sempre defendeu a cultura brasileira, fazendo conferências em universidades e entidades culturais. Foi adido cultural na Nigéria e na Grã-Bretanha, professor da universidade de Columbia. Na África, escreveu uma trilogia de romances - A Casa da Água, O Rei de Keto e Trono de Vidro.


Uma de suas grandes preocupações sempre foi a preservação dos costumes e crenças do brasileiro. Cinema de Ubá narra a sua própria infância. O cenário é a terra natal e arredores do município, como o distrito de Piau, terra de sua mãe. Olinto fez uma recapitulação da década de 20 em Ubá, entre 1925 e 1926. Mostra um ano na vida da cidade, passando pelas principais festividades da época. Ele deixa evidente a vontade de relembrar o tempo em que a vida no interior de Minas Gerais se limitava a um jeito muito simples de se viver. Época em que a infância era tida como um período “inocente”.


A história começa com um passeio ao circo que acabara de chegar à cidade e que havia sido montado na praça Guido Marlière, em Ubá. A ida ao circo era um presente no dia do aniversário do garoto de seis anos (Olinto), personagem principal. Parte da história se passa nos arredores da praça. Outros momentos que lembram os costumes e a cultura do brasileiro são a tradição da Missa do Galo, o Carnaval e a Semana Santa que também são relembrados na obra.


Ao narrar a sua infância, o escritor traz à tona essa memória. Olinto revivencia sua própria história, ao narrar as lembranças da chegada do trem a Ubá, as partidas de futebol no Campo do Aymorés e a importância que o cinema tinha para uma cidade pequena da década de 20.


Olinto foi um defensor da necessidade de preservação da identidade brasileira. Em sua obra deixou clara a constante busca por um país que valoriza seus costumes, sua cultura. O escritor faz isso desde a sua preocupação em criar bibliotecas para o acesso mais fácil à leitura, até várias de suas obras.


Mesmo quando era adido cultural na Nigéria, Olinto não se esqueceu de sua nação. Lá descobriu a cultura negra no Brasil e a presença brasileira na África. Na Bahia, foi escolhido, juntamente com Jorge Amado, para ser ministro de Xangô.


Viajou o mundo todo. Publicou muitos livros em outros países, em que sua obra também é muito conhecida. Mas o elemento essencialmente brasileiro foi sempre preservado. Em suas palestras por outros continentes ele retratou as riquezas como o Rio de Janeiro, a Bahia e Minas Gerais. Olinto não foi um maquinista de trem, como sonhara quando menino, mas passou a vida viajando: saiu e voltou a Piau e a Ubá. Assim foi Antonio Olinto Marques da Rocha.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Curso Design de Produto da UEMG participa de Semana da Moda em Ubá





Alunos, professores e coordenação de curso Design de Produto da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) participaram da 3ª Semana da Moda ocorrida no período de 31 de agosto a 7 de setembro, em Ubá. O evento foi organizado pela prefeitura, a Aciuba (Associação Comercial e Industrial de Ubá), Adubar (Agência de Desenvolvimento de Ubá e Região) e Sebrae, marcando a volta da Festa das Nações ao calendário do município.


Foram apresentados desfiles, exposições, oficinas de criação e palestras sobre o mundo da moda. Nos primeiros dias aconteceram as palestras “A importância da Gestão da Marca Própria” e “Direcionando Moda para o seu Público Consumidor”, na sede da Aciuba.


No Horto Florestal foram montados 34 estandes de confecções e 13 de fornecedores (máquinas, equipamentos e tecidos). Atendendo a um convite da Associação Comercial e da administração municipal, o curso de Design de Produto montou um estande na festa, onde foram expostos trabalhos dos alunos nas disciplinas dedicadas à moda e acessórios. Professores e alunos se revezaram na atividade de apresentação do curso à comunidade e divulgação do processo seletivo 2009 da UEMG.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Gentileza gera gentileza

Taís Alves - Texto publicado no jornal Diário de Notícias, em Ubá, no dia 10 de julho de 2009

Você acredita em gnomos, vida após a morte ou simplesmente no amor? Desde que nascemos somos convidados a crer em uma série de afirmações que nos são apresentadas como verdadeiras pela ciência, por nossos familiares ou pelos adeptos de alguma religião. Várias foram comprovadas e viraram teses; outras nem tanto. E, mesmo assim, continuamos acreditando.


Acreditar em determinadas situações faz bem ao ser humano, mesmo que elas nunca cheguem a ser confirmadas. Quantas e quantas vezes já ouvimos falar em pessoas que têm o dom de ajudar às outras e dedicam ou dedicaram suas vidas a salvar vidas. E isso realmente aconteceu.


Algumas acreditam em chás milagrosos, receitas caseiras do tempo da vovó. O que determina se eles vão lhe trazer uma melhora ou não? Muitas vezes simplesmente o poder de acreditar. Já se fala há muito tempo que a capacidade da mente é imensurável.


Autores do mundo inteiro escrevem milhares de obras, ressaltando o poder da mente humana e a necessidade de se ter fé.


Chegamos a um ponto em que o acesso às informações é imediato e irrestrito. Nossa vida é tão corrida que sentimos a necessidade de acreditar em algo mais. E quem pode questionar isso. A ciência desenvolver tantos artifícios para responder às necessidades do homem que esse mesmo homem busca algo em que possa se apegar. E isso é muito positivo. Tudo o que nos faz bem e não prejudica ao próximo está valendo.
A correria é tão grande que muitos não acham tempo para um simples sorriso, para ouvir o outro, para ajudar alguém a atravessar a rua. As pequenas gentilezas, muitas vezes, se tornam raras. E quando, por exemplo, alguém para no sinal para nos deixar atravessar, achamos que existe algo de errado.


Se você presta um favor à determinada pessoa, alguns pensam que quer algo em troca. Se você chega mais cedo ao serviço é porque deseja um aumento ou está querendo ficar bem com o seu supervisor ou gerente.


Consultórios de psicólogos, psiquiatras e terapeutas no mundo inteiro recebem pessoas que pagam para serem ouvidas porque não há ninguém para fazer isso no trabalho, na família ou em seu ambiente social. E quem não tem dinheiro para pagar? Vive com seus desafios, clamando pela atenção do outro.


Pessoas sensíveis, capazes de respirar fundo, parar um instante, escutar até mesmo as vitórias de um amigo, não podem ser tão escassas. Existem muitas, temos milhões no mundo. Algumas estão escondidas, é verdade. Mas nunca é tarde para elas se apresentarem em pequenas atitudes.